A FAMÍLIA E OS “TEMPOS DIFÍCEIS”

É comum ouvirmos e dizermos que estamos em tempos difíceis. Há notoriamente uma campanha contra a família nos meios de comunicação. A alguém interessa o desmantelamento de todos os valores e bons costumes que formaram a família e a representam.

Como disse acertadamente Darcy Ribeiro, sobre os meios de comunicação: “Hoje, quem determina o que se divulga, e com que intensidade se divulga qualquer coisa, não são os jornalistas é o caixa, é a gerência dos órgãos de comunicação. E esta só está atenta à razões do lucro”. Rebeldia, destroços familiares, más notícias, tudo isto vende. E quando não surgem naturalmente, criam-se condições para que surjam. Quanto pior, melhor! Nestes tempos de massificação de comportamentos, de desprezo ao estabelecido e de apologia do erro, a responsabilidade dos pais que levam a sério sua missão aumenta. Como conseguir criar filhos em tempos assim? Como lhe transmitir valores num mundo que exalta a imoralidade e, o que parece pior, a amoralidade? Lutar contra a amoralidade é pior do que lutar contra a imoralidade.

Combater a imoralidade é travar uma luta com regras claras. Trata-se de opor uma categoria de pensamento à outra. Mas a amoralidade é pior por que simplesmente não há contra o que lutar. Não é o oposto do que ensinamos. Opor valores não é tão problemático assim, basta exibir as consequências da adoção de valores sadios e da adoção de valores pervertidos. A amoralidade simplesmente deixa os valores de lado, extinguindo qualquer parâmetro para justificar qualquer absurdo! Popularmente conhecido como anarquia. Vivemos em um mundo onde as pessoas não se preocupam com regras, princípios, nem mesmo com a lei. Elas o ignoram e se preocupam somente em “ser felizes”. E a felicidade, para boa parte delas, consiste em satisfazer seus instintos. A devassidão da nossa sociedade vem da oposição à qualquer limite instituído. A pornografia, por exemplo: é a humilhação da mulher, o menosprezo da santidade e seriedade como deve ser tratado o sexo. Através dele temos vida e geramos uma posteridade abençoada ou não! Pornografia é a exaltação da prostituição!

As taras campeiam e deixaram de ser taras, passaram a ser exaltadas como “atitude”. Reinaldo Azevedo comenta: “A onda agora é sair do armário. Qualquer tara hoje em dia, merece ser protegida por um estatuto de minoria”. Isso não tem limites. Já se fala em bestialismo como opção de sexualidade e satanás é tão astuto que o ideal dele é tornar comum a pedofilia. A Igreja precisa se levantar, santificando-se em oração pelo país e posicionando-se. Essas coisas são degradantes ao ser humano, mas há quem se orgulhe disto.

E assim por diante, filhos que não se submetem aos pais, pais que terceirizam a criação dos filhos para a escola e a igreja. Violência para todo o lado. Mas há o que se surpreender?

Temos uma teologia oficial e um credo por vezes diferente. Nossa teologia afirma a depravação da raça humana. A Bíblia diz: “o coração do homem é mau desde a sua infância” (Gn 6.5) e “a estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela” (Pv 22.15). Nossa teologia nos ensina que todos somos pecadores e inclinados para o mal, por isso somos capazes de coisas horrendas. Mas o romantismo de uma sociedade sem Deus diz que pessoas bonitas e bem tratadas se tornarão boas. O sociologismo humanista que grassa na maior parte das escolas do país ensina que a violência é por causa da pobreza e por conta da falta de oportunidade. O caso de Suzane Louise Richthofen (rica e poliglota) não encontra base dentro dessa análise superficial. A Bíblia nos mostra que a violência é a decadência de valores espirituais. O Salmo 10 é claro em afirmar:

Em sua arrogância o ímpio persegue o pobre, que é apanhado em suas tramas. Ele se gaba de sua própria cobiça e, em sua ganância, amaldiçoa e insulta o Senhor. Em sua presunção o ímpio não o busca; não há lugar para Deus em nenhum dos seus planos. Salmos 10:2-4

Devemos crer na Bíblia e não nutrir uma visão romântica de um mundo notoriamente em trevas. Não podemos sacar dela o que apreciamos, mas crer totalmente como Palavra de Deus. Fora d’Ele não há um justo sequer. Também não basta dar coisas aos filhos. Dinheiro, carro do ano, casa confortável, universidade são coisas boas, mas nem de longe sinalizam êxito na educação. É preciso dar bases claras no relacionamento.

BASES DE UM RELACIONAMENTO FAMILIAR SEGURO

Temos de considerar pelo menos três aspectos que constituem uma boa base relacional:

  1. NOÇÕES DE AUTORIDADE E OBEDIÊNCIA

Precisamos dar aos filhos noções de autoridade e obediência, balizamento nas ações e palavras. Não fornecê-los claramente é um erro cabal. Em tempos onde a TV e a internet ensinam que toda a autoridade é repressão e que a anarquia é a palavra da moda, ordem é uma tarefa difícil, mas em Deus, possível. Moldados por um psicologismo barato e por uma pedagogia hedonista que ensina que a criança é boa e deve ela mesma construir sua realidade, esquecemos a definição básica de educação: “é a ação de pessoas mais experientes sobre as pessoas menos experientes, preparando-as para a vida”. Mas hoje ao afirmar isso te chamarão de retrógrado para falar o mínimo. Mas nosso compromisso é com a família e com a Palavra de Deus.

Pitágoras dizia: “educai as crianças e não será necessário punir os homens”. Isso evita que mais tarde quando os filhos presos por drogas, escravizados por vícios e hábitos nocivos os pais se frustrem e acordem tarde demais. Quando um jovem se torna refém de uma destas situações aprisiona com ele seus pais, avós e a família sofre. Não é propósito do Senhor que sua família passe por isso!

Há pais que pensam que deixar o filho fazer  o que quiser é sinal de modernismo e melhor caminho para ser amigos deles. Vale a pena ponderar o que diz a psiquiatra Louise Despert:

“Na ânsia de querer assegurar uma felicidade tranquila aos filhos, os pais parecem dispostos a tornar-se seus escravos. As primeiras revelações da psicologia apoiavam, aparentemente, essa tendência. Dizia-se aos pais que era perigosa qualquer repressão, urgia libertar a criança da disciplina rígida e das costumeiras inibições do passado. Começam a surgir duvidas: Será que tanta liberdade faz realmente bem aos jovens? Se uma infância completamente desinibida fosse realmente a ideal, porque tantas crianças se tornariam mais tarde, adultos infelizes? Por que metade dos nossos leitos de hospital são ocupados por doentes mentais? E a pergunta mais obvia seria: Se as crianças estão sendo preparadas de maneira adequada para a vida adulta, porque tantos divórcios?”

Louise é confirmada pela psicóloga Silvana Martani. Ela escreveu um livro chamado Manual Teen, produzido a partir de um trabalho que incluiu a distribuição de um questionário a 3.000 jovens de 11 a 18 anos em São Paulo:

“Vários números desta pesquisa são surpreendentes, mas acho que posso mencionar dois que contrariam a crença popular com relação ao adolescente. Primeiro: 95,28% dos jovens acham que os pais devem ser amigos dos filhos, mas que não devem esquecer-se do papel de pais. A sociedade acredita, de alguma forma, que o modelo “linha dura” – ou seja, dar limites, selecionar ambientes e lugares adequados para os filhos, se importar com quem eles andam, etc. – está fora de uso. Para nós ficou claro que o jovem espera que os pais ajam de uma maneira mais cuidadora e acreditam naqueles que exercitam seu papel muito mais do que no modelo “amigão/cúmplice”.

Devemos ter em mente que entre os quatro e cinco anos a crianças já tem noção de certo e errado. É preciso mostrar-lhe, desde então, que há valores e atitudes corretos e valores e atitudes errados. As bases de uma vivência social começam aqui. Postergar sob a desculpa que a criança é bonitinha e engraçadinha trará dores de cabeça inimagináveis. Não aceite essa conversa de que se orientá-la ou discipliná-la, ela se tornará reprimida e problemática.

Samuel foi desde menino cuidar o templo pela promessa de Ana. Foi ensinado a amar ao Senhor e a exercer o ofício do templo. Foi um homem notável e o único rei, profeta e juiz da Bíblia. Se você quer que seus filhos tenham os pés no chão, coloque algumas responsabilidades sobre seus ombros.

Aos sete anos a criança tem noção de justiça. É quando começa a idade da razão. O diálogo pode e deve ser mais amplo, menos centrado na autoridade que nos quatro e cinco anos. A criança precisa saber aqui que o certo é premiado e o errado é apenado. Recompensa e castigo devem fazer parte do processo educacional. Castigo não significa espancamento, mas apenas saber fazer que há regras no jogo. As cadeias estão cheias de pessoas que não aprenderam limites na vida. Muito disso foi aprendido em casa, com pais que fizeram vistas grossas às falhas dos filhos.

Elton Trueblood vaticina:

A ideia popular que é amplamente aceita, embora nos choquemos um pouco quando é apresentada insistentemente, é que a liberdade consiste no simples processo de rejeitar tudo, seja lei, costume ou padrão moral, que pareça atrapalhar uma pessoa na consecução do prazer do momento. A noção que prevalece é de que a liberdade é um direito, sem qualquer relação com o dever; mantem-se de pé sozinha, como bem supremo e, assim sendo, é a herança de todos os homens e mulheres.

A obstinação de andar sem rumo acentua a escravidão do eu. São palavras sensatas, por isso dê rumo, estabeleça padrões oriente dentro deles.

É na adolescência que surge a crise existencial. É quando a criança passa a ter noção de liberdade e quer se livrar da tutela dos pais. Pais sábios farão desta experiência um rico momento na vida dos filhos. Como dizia o presidente Geisel: “distensão lenta, gradual e segura”. Não devem segurar as rédeas, mas não devem soltá-las completamente. Devem deixar algumas decisões para os filhos, assessorar em outras, estar por perto em todas! A avezinha começa a criar asas para um dia sair do ninho. Não as corte, mas não solte no ar, de uma só vez. Ela se machucará.

  1. DESENVOLVA A AUTO ESTIMA DOS SEUS FILHOS

Isto é um contra ponto ao exercício da autoridade, evitando assim, que ela se torne autoritária. Desenvolver a auto estima é:

Dar e esperar na medida certa. Estabeleça um relacionamento razoável. Não espere mais do que ensinou nem do que pediu. E não dê mais do que deve. Há crianças tão mimadas que jamais aprenderão o valor das coisas. Qualquer coisa que desejam os pais (ou avós) dão. Recebem mais do que devem. Há as que são cobradas acima do que devem. É o caso da menina de sete anos que deve cuidar da de dois como se tivesse dezoito anos. Ela quer ser criança e não babá.

Dê uma palavra de elogio e encorajamento quando a coisa certa for feita. Há pais peritos em censura, mas nunca elogiam e nem recompensam quando algo de bom é feito pelos filhos: “estou feliz que tenha agido desta maneira. Louvo a Deus pela sua vida”. Isso não reduzirá sua autoridade e ainda o encorajará a seguir acertando. Faz um bem enorme à criança ouvir isso do papai ou da mamãe.

Respeite os filhos. Seja honesto com eles. Quando prometer algo cumpra. Nunca compare um com o outro. Não privilegie um em detrimento do outro. Rebeca amava o filho Jacó, Isaque tinha fascínio por Esaú. Os dois irmãos se odiaram por muito tempo, segundo a Bíblia, e geraram povos inimigos, até o fim de um deles. Respeite integralmente, como pessoa seu filho.

Ame seu filho. Diga-lhe que o ama. Mostre-lhe isso. Hoje se fala muito da terapia do toque ou do abraço. Abrace seus filhos, toque-os. Nenhum brinquedo eletrônico moderno substitui um toque de amor dos pais aos filhos. Você já mostrou aos seus filhos essa semana que os ama? Já os abraçou? Uma criança que se sente amada é segura.

Entenda os erros dos filhos. É diferente de passar a mão não cabeça deles. Entender os erros é ajudar a vencê-los. Temos de evitar passar a eles que há um perfeccionismo moral a alcançar, mas que se deve avançar sempre na vivência social e não dar passos para trás. O mito da infalibilidade dos filhos é temerário. Se não somos infalíveis como esperar que sejam?

Seja amigo pessoal do seu filho. Ouça-os atentamente. Compreenda as razões deles, ainda que não concorde. Busque no aconselhamento e argumentos profundos demovê-lo das ideias que são contrário aos valores bíblicos e familiares. O Pr. Billy Graham sempre dizia: “Toda vez que o homem pensa em navegar para longe de Deus, o diabo tem sempre um barco pronto.” Uma necessidade comum para as crianças e ainda mais latente na adolescência é saber que pode confiar nos pais. Ouvindo e ponderando sabiamente na Bíblia, orando em todas as circunstâncias levará a família a se ajustar no centro da vontade divina.

Estabeleça boa comunicação com o filho. Isto pode ser considerado algumas atitudes: tenha tempo para eles. Tenha tempo para passear com eles, para ouvi-los, ainda que pareça irrelevante, ouça. Evite trata-los com grosseria. Se você precisa gritar para ser ouvido, pode ser que suas palavras e exemplos estão com volume baixo. Peça perdão quando errar. Isso não diminuirá você. Um homem certa vez, comentou que cometeu uma injustiça com o filho e não conseguia dormir por isso. Foi até o quarto dele, ajoelhou-se à beira da cama e lhe pediu desculpas. Ele o abraçou e lhe disse: “Te amo, pai.” Aquela que tinha tudo para ser uma noite terrível, se tornou uma das melhores.

AS BASES DA DISCIPLINA

Disciplina é uma palavra fora de moda hoje, mas na cultura grega, a palavra para disciplina, “paidéia”, dava a ideia de “formação integral da pessoa”. Então além de necessária a disciplina deve abordar essencialmente estes aspectos:

A disciplina sinaliza à criança por onde ela deve andar. Pais que deixam os filhos ao deus-dará não são liberais. São irresponsáveis. Boa parte dos pais hoje eram jovens nos anos sessenta, quando a filosofia era “é proibido proibir”. Não sabiam lidar com proibições, não as aceitavam e assim criaram seus filhos. Mas estes pais dos anos 60 ainda eram formados sob a ótica iluminista de que o conhecimento é inerentemente bom e que eram agentes da melhoria do país. Os pais de hoje não disciplinam e nem orientam porque são vazios, nada têm o que dizer. A disciplina deve ser vista como “paidéia” como formação integral do ser. A educação de uma criança deve trazer a ela noções de valores, de respeito e de ordem. Não apenas submissão aos pais como se isso fosse o mais importante de tudo. O mais importante é que ela se submeta porque conhece as regras do jogo e as penas de pular etapas na formação do seu ser. “Há tempo para todas as coisas debaixo do sol” (Eclesiastes 3).

Disciplina não se constitui apenas de palavras, mas de exemplos. Que autoridade tem um pai que fuma, para dizer ao filho que não fume?

Está apenas dizendo: “Você é criança. Isto, fumar é para adultos”. A criança desejará ser adulta, não para ter responsabilidade, mas para poder fazer o que quer. Precisamos mostrar com a vida: o que esperamos deles isso fazemos. Diga para ele respeitar a mãe sim, mas demonstre respeito pela mãe dele também. Se um casal briga na presença deles (não deve brigar nem na ausência) como pode pedir que não sejam respondões e mal criados? O maior ensino é o exemplo. A criança tende, quando adulta, a reproduzir o ambiente em que viveu. Certamente Jesus transforma esse rancor em benção, mas é necessário consagração. Há pessoas que são viciadas em maus relacionamentos. Não consegue viver sem eles. Quando tudo vai bem, arranja uma forma de criar problemas. São chamados borderliners, vivem sempre em situações limite.

Deve haver correção. A Bíblia diz: “A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe (…) corrige o teu filho e ele te dará descanso; sim, deleitará o teu coração” Prov. 29.15 e 17. Correção não significa espancamento, mas correção mesmo. Mostrar o que está certo e o que está errado. Ensinar que quando há acerto há recompensa, mas quando há erro o castigo impera.

O psiquiatra Jonathan Kelerman, em seu livro “Filhos selvagens, reflexões sobre crianças violentas” faz uma observação muito sensata sobre a questão de disciplinar os filhos citando a Bíblia (ele não é evangélico):

“O livro de Deuteronômio descreve “um filho teimoso e rebelde cujo comportamento incorrigível merece a morte por apedrejamento. O comentário talmúdico esclarece que um caso de incorrigibilidade fazendo jus à execução era improvável, e na realidade, nunca deve ter ocorrido. O mais provável é que a intensão tenha sido apresentar um caso que servisse de lição – uma advertência metafórica do perigo que resulta quando a incorrigibilidade atinge proporções ameaçadoras numa pessoa jovem. O que é fascinante é a constatação de como são semelhantes os elementos do perfil do filho teimoso e rebelde com a nossa visão contemporânea da psicopatia: luxúria e glutonaria extremas (fatores impulsivos) e criminalidade (fatores interpessoais). Os sábios talmúdicos que viveram há dois mil anos perceberam o que alguns do saber modernos aprenderam penosamente: se os excessos de mau comportamento não forem corrigidos muito cedo na infância, dificilmente poderão ser revertidos”.

É bastante significativo que um psiquiatra não cristão, reconheça a validade e antecipação dos ensinos bíblicos às mazelas que vivemos hoje. A Bíblia tem mais autoridade na formação da família do que imaginamos.

Disciplina não prescinde de amor. Não discipline seu filho com raiva, isso será agressão. Se amor sem disciplina é frouxidão, disciplina sem amor é tirania. Não guarde raiva dos seus filhos. Não dê apenas correção, mas dê “paidéia”: ensine valores bíblicos e em transigindo novamente em questões já tratadas, aí sim, corrija mais veementemente, explicando o porque o está fazendo e que isso será benção na vida dele, ainda que não pareça: “E, na verdade, toda a correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela”. (Hebreus 12.11). Há pais que acham que não devem ensinar nada aos filhos, quando crescerem eles escolherão. Isso é desculpa de quem não tem convicções, apenas conveniências. Não ensinam por não terem nada a passar. Mas consagrados e com a Bíblia aberta em casa os ensinos se multiplicam e se forja alguém com o caráter de Cristo. É preciso criar uma fonte de valores, pois o contrário disso é um relativismo que levará a criança a muitas frustrações. Há valores objetivos e absolutos no mundo. Eles são a fonte de moral e de bons relacionamentos. Vários psicanalistas, entre eles Fromm e Jung, têm mostrado que a decadência de valores coincide diretamente com a decadência do sentimento religioso. O salmista é claro ao observar: “A minha alma te segue de perto; a tua destra me sustenta” Salmos 63:8.  Nossa alma precisa de Jesus, andar perto dele. Ele é o supremo Pastor.

Um filho de uma irmã contou que a lembrança da infância mais querida na sua mente era o cântico da mamãe à beira da cama após o devocional: “Ó Jesus bendito, se comigo estás, eu não temo a noite, vou dormir em paz”.

Disciplina não é apenas corrigir, mas preparar para que os filhos vivam tudo o que Deus tem preparado para eles. Falar de Jesus aos filhos os ensina a viverem bem.

CONCLUSÃO

Seja sacerdote da casa. Lembro-me sempre de Jó. Ele acordava de madrugada para oferecer sacrifícios pelos filhos. Pensava que talvez os filhos tivessem pecado e, se colocava em intercessão pelos filhos. Há pais que são excelentes policiais, bons cobradores, exímios juízes, mas péssimos intercessores. Você ora por seu filho? De vez em quando, ajoelhe ao lado da sua cama, enquanto ele dorme e ore por ele. Pelas escolhas da vida e para que Jesus seja sempre companhia da qual seu coração anela o tempo todo. Não deixe passar um dia sequer sem uma oração em favor dos filhos. Ter filhos é uma responsabilidade fascinante. Vê-los crescer, não apenas físico, mas em conhecimento e caráter, é muito agradável. Lucas 2.52 fala do crescimento do menino Jesus: “E crescia Jesus em sabedoria, em estatura e graça diante de Deus e dos homens”. São as três dimensões do crescimento de uma criança: sabedoria (crescimento intelectual e moral, indissociáveis na cultura hebraica), estatura (crescimento físico) e em graça diante de Deus e dos homens (crescimento espiritual notado pelas pessoas). São áreas que devemos levar nossos filhos a crescerem ajudando-os no desenvolvimento intelectual, físico e espiritual. Deus nos ajude a fazer isso com bom êxito.

“Omnia vincet amor”

(“O amor vence tudo”, Virgílio, em Éclogas”, x, 69)

 

“Quem ama nunca desiste”

(Paulo de Tarso, 1 Coríntios 13.7)

 

Pr. Denison Sales

 

1 comentário

  1. Aqui é a Bruna Ferreira, eu gostei muito do seu artigo seu conteúdo vem me ajudando bastante, muito obrigada.

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