Renascidos

O que pessoalmente me fascina no Jesus humano, em sua aparição sobre a terra, é a completa similaridade entre sua ética e seu discurso. Seu modo de ser e seu falar são harmoniosos.
A  maior frustração humana é o antagonismo entre seu modo de ser e o discurso.
Não porque não querem, mas porque não conseguem. A humanidade é depravada em seus pecados e, a não ser que Jesus liberte a alma, jamais conseguirá vencer as obras da carne.
O Espírito Santo, espírito de poder e moderação é outorgado a alguém que ama e é pastoreado pelo Senhor Jesus Cristo. Sem o Espírito de Deus movendo-se no interior uma alma está fadada à escravidão humanista, que é a responsável pelo hedonismo que impera entre nós.
Não poucos perguntam-nos: por que Jesus se batizou se nunca pecou e portanto não havia do que se arrepender?
Não é uma surpresa injustificada, haja visto que até João Batista, pregador honrado que era se surpreende!

BATISMO NOS IDENTIFICA COMO HUMANOS – Mc 16.16

O batismo de Jesus é mais que o início do seu ministério messiânico, mas é uma identificação com o humano em sua dor. É o resgate de um povo santificado para si.
Todos os líderes que trabalham em clínicas de tratamento intensivo de recuperação de algum trauma, seja psiquiátrico ou químico, são unânimes: “se pessoa não reconhecer que necessita de ajuda, jamais poderá ser tratada”.
O governo, quando a insobriedade psiquiátrica é demasiadamente profunda, permite inclusive a interdição da pessoa, onde ela tem os direitos subjugados enquanto não se recuperar.
O batismo é uma auto interdição, abrindo mão dos direitos de protagonismo da vida, confiando ao Santo Espírito de Deus o controle da história pessoal até a eternidade. É confessar: sem o Senhor eu não consigo.
Então passamos a ver realmente, temos poder de discernir espíritos que vem de Deus ou do inferno e passamos a atrair um futuro de bençãos não apenas para nós , mas também para aqueles que nos cercam.

Ali no batismo sob as àguas, Jesus inicia uma nova aliança que seria ratificada pela ressurreição: a salvação da humanidade se daria pela loucura da pregação! Aquele que crer será salvo.
Uma nova e mais feliz relação com Deus é possibilitada, e o justo viverá pela sua fé! Sem mediação de um sacerdote, mas livre acesso aos átrios eternos de Deus.

PODER DO EXEMPLO
O batismo por imersão, além de ser um símbolo público de mudança interior, é uma honra à crucificação que foi pública. A profecia do servo sofredor de Isaías 42.1 foi cumprida em Jesus.
O batismo, baseados nos mais antigos banhos de purificação dos manuais de qunram, demonstravam a necessidade de confissão dos pecados e o estar limpo para estar à mesa. Os essênios, o povo dos escritos do Mar Morto, última grande descoberta da humanidade, praticavam isso, distante do materialismo cultivavam a devoção ao Senhor retirados no deserto. Grande parte da academia acredita que foi entre eles que Jesus passou sua juventude, dos 13 aos 30 anos.
Em Jesus  vemos diversos paradoxos: posições antagônicas, ajustadas em uma formulação de pensamento:
“Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;” 1 Coríntios 1:27
Quando o Espírito de Deus habita em mim, trago a existêncja algo que para os céticos não existe: Cura interior, cura da alma, cura de doenças tidas como incuráveis como a aids, ressurreição.

Ser revolucionário é retirar as páginas da Bíblia da história e fazer elas mudarem a história de pessoas.
É fazer as pessoas esquecerem o Jesus histórico, para andar com o Jesus ressurreto que vive e Reina pela eternidade. Ele deu o exemplo cumprindo toda a justiça: rebaixou-se a ponto de ser contado entre pecadores, para ser expiação por eles. Por isso o Pai lhe deu um nome que sobre todo o nome (Fil. 2).

ALEGRIA NO CORAÇÃO DO PAI
O batismo é algo que alegra os céus. Em Jesus porque era a fundação da igreja, comunidade dos santos que nestes últimos dias antes da volta de Jesus preparar-se-iam, santificando seus caminhos, para encontrar com o Senhor e batizariam aqueles que hão de herdar a salvação (Joao 15.12).
Logo, alegrar-se com a Igreja no sumo cumprimento de seu ministério, lutar juntos em prol do Evangelho por justiça social e cura espiritual da humanidade.

Essa é a identificação do batismo: uma mesma fé, um mesmo batismo, um só Senhor e Deus de todos.
Isso alegra o coração do Pai. A descida do Espírito Santo pousando sobre Jesus é a prova de sua total aprovação ao Filho.
Aceitar o pastoreio de Jesus, condição para o batismo em uma igreja cristã deixa latente o amor pelo humano. O batismo de Jesus, o cordeiro imaculado de Deus, por um humano pecador arrependido, demonstra que uma vez compromissado com ele, poderemos reinar com ele e nossas faltas são apagadas.
Jesus se deixa ser batizado por João, dando total autoridade à sua pregação da necessidade de arrependimento.
O povo vê que a Lei, o cerimonialismo judaico nunca os fizeram ver imagem sublime do que acontecia ali na beira do jordão: Espírito pousa como pomba e Deus falando do Filho amado.
Jesus outorga ao ministério da pregação o poder de ser o aio para a ação do Espírito Santo ministrar salvação.
Jesus manifesta a intenção de ser reparador do pecado do mundo e isso arranca um lindo elogio do Pai: este é meu filho amado…
Jesus dá outro lindo elogio a um centurião que deseperado pede a cura da filha demonstrando fé.
O Pai elogia e se alegra com filhos que estão esvaziando-se de si, para abençoar as pessoas que andam aflitas neste mundo, com a cura: Jesus Cristo.
A alegria do Pai e o seu regozijo estão sobre as vidas que estão trabalhando em prol da salvação do mundo!
Digo-lhe a verdade: Ninguém pode ver o Reino de Deus, se não nascer de novo”. João 3:3

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