VALORES QUE APRIMORAM A VIDA CONJUGAL

VALORES QUE APRIMORAM A VIDA CONJUGAL

A família é a matriz social, a agência socializadora mais importante do mundo, pois além de transferir para os filhos herança biológica, transfere herança psicológica, cultural e espiritual dos pais. Por isso o Senhor dá importância tremenda a essa instituição. A Bíblia é a história de famílias chamadas a honrarem ao Senhor num relacionamento santificado; foi neste estado da alma que realizaram proezas. A boa notícia é que Deus não muda, ele permanece o mesmo e deseja usar a minha e a sua casa para louvor de sua glória.

Dentre outros valores buscamos elencar aqueles que são fundamentais na construção de um lar centrado nos propósitos de Deus. Há outros, mas observando e fomentando estes, você terá jornada abençoada e de paz na peregrinação terrena.

O salmista vaticina: …”Se o Senhor não edificar a casa em vão trabalham os que a edificam.” Salmos 127.1

AMOR COMO PRINCÍPIO DE TUDO

Antes de construir precisamos lançar o alicerce e o do casamento é o amor. O casamento é definido como a união voluntária e estável de um homem e uma mulher, nas condições sancionadas pelo direito, de modo que se estabeleça uma família legítima; o vínculo conjugal entre um homem e uma mulher, para o qual se pressupõe haver uma convivência harmoniosa, respeito, diálogo, objetivos, comuns entre as partes aliançadas. Biblicamente o casamento é a união entre um homem e uma mulher maduros, que deixaram emocional, geográfica e financeiramente os pais, para ser uma só carne formando uma nova família, conforme a determinação de Deus em Gênesis 2.24, ratificada por Jesus: “Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’?Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe”. Mateus 19:5,6

O amor é essência de Deus e a base de todos os relacionamentos sadios, profundos e verdadeiros, daí João ter afirmado que quem ama nasceu de Deus (1 Jo. 4.7) e Paulo asseverar que quem ama cumpriu a lei (Rm 13.8). Quando falamos de amor não falamos de um sentimento de bem estar e bem querer ao outro em relação ao qual temos empatia e simpatia, mas a algo profundo, enraizado em Deus e eterno como ele é. Estamos nos referindo ao amor ágape descrito em 1 Coríntios 13.4-7; uma amor que nos faz benignos, misericordiosos, verdadeiros e não invejosos, murmuradores, facciosos, injustos; um amor que permite tratar ao outro com carinho, consideração, respeito, longanimidade. Um amor que tudo sofre, tudo crê, tudo suporta. É esse amor divino que mantém um casamento saudável, harmônico e feliz. Um amor que se doa espontaneamente como Deus nos dirige o seu amor, não baseado em circunstâncias ou barganhas deste mundo.

“Entre as diversas formas de mendicância, a mais humilhante é a do amor implorado.” Carlos D. de Andrade.

O amor de Deus nos faz ser altruístas, tolerantes, não buscar nosso interesse, mas o interesse e o bem estar dos outros entes da casa, ter paz, equilíbrio e vencer as crises. Dinheiro, status social, atração física, vontade de livrar-se dos pais não são suficientes para manter uma união conjugal. O combustível de um lar vitorioso é o amor de Deus. O amor dá sentido e beleza à nossa existência. Paulo diz que ainda que alguém fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor suas palavras serão como um sino retinindo ao vento (1 Co. 13.1-3). Cultivemos, portanto, o amor. Não somente com palavras, mas com atitudes que atestem a veracidade do seu compromisso com Deus e com quem você fez aliança, prometendo amar incondicionalmente.

COMUNICAÇÃO PROATIVA

A comunicação é vital para o desenvolvimento intelectual e emocional do ser humano. Só podemos crescer e desenvolver-nos quando estabelecemos relacionamentos. E, para isto, precisamos usar as linguagens verbal e gestual. Se não usamos estes dois tipos de linguagem nossa comunicação irá ser falha, impedindo-nos de externar bem nossos sentimentos, desejos, pensamentos e projetos. A falta de diálogo é nociva, seja se ela ocorre devido a excesso de trabalho, às divergências em casa ou simplesmente porque os cônjuges não criaram o valor do diálogo compartilhando, sonhos, vontades e predileções um com o outro.

Geralmente os problemas os levarão a um gabinete pastoral ou psicológico onde dirão: “você nunca me falou isso”. Isso ocorre porque geralmente eles falam com o pastor ou com o psicólogo sobre tudo, mas com o cônjuge não se abrem. Essa é uma das principais causas do estresse e de doenças nervosas e psicossomáticas em nossos tempos. Por meio da comunicação verbal expressamos quem somos e o que queremos. Quem se comunica tem o poder de transformar, influenciar, convencer, comover, sensibilizar, esclarecer e marcar sua presença no mundo. Mas como alguém conseguirá comover, sensibilizar ou convencer seu cônjuge se não dialogar com ele?

Há pessoas que, por não terem aprendido a dialogar na sua família de origem ou por timidez, só falam o trivial, não conseguindo expor seus problemas, sentimentos e pontos de vista. Acabam tratando assuntos importantes relativos ao casamento com superficialidade. Felizmente há casais que têm tanta cumplicidade que sabem exatamente o que o cônjuge está sentindo e pensando pelo olhar, semblante e o tom de voz. Mas até chegarem a este estágio de comunicação profunda, não verbal, eles já dialogaram muito, expondo seu coração.

Abra seu coração ao amado de sua alma. Aprenda a ouvir e o deixe compartilhar o que pensa, sente e deseja. A Palavra de Deus nos ensina: “como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo (Prov. 25.11). Todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar (Tiago 1.19).

Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mateus 7.12)

Sabedoria é pavimentar o percurso do seu leito conjugal com verdade, amor e respeito mútuo.

CLIMA DE CORTESIA E COMPAIXÃO

As nossas palavras podem destruir ou construir um relacionamento. Sabendo isso satanás tenta usar climas tensos no lar para que palavras duras sejam liberadas, rachando a comunhão. Precisamos vigiar. A Palavra de Deus diz que “a morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que ama comerá do seu fruto (Prov. 18.21). Nos momentos de nervosismo, os entes do lar devem lembrar-se que “a palavra branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira (Prov. 15.1).

Há casais que além de não dialogarem; só se falam para provocar um ao outro com palavras hostis e depreciativas que, por vezes, descambam em agressão física. Depois de ultrapassado este limite, dificilmente um cônjuge terá respeito pelo outro e confiança para abrir seu coração. Só mesmo o Senhor Jesus para tratar um lar assim, enviando cura, perdão e restauração ao relacionamento. Palavras impensadas causam traumas. Abrem feridas que só depois de muito tempo poderão cicatrizar. Sendo assim, ao perceber que a discussão está acalorada o melhor é mudar de assunto ou parar e retomar em outro momento. No lar por vezes, precisamos escolher a paz em detrimento da razão. Em outro momento com argumentos mais sólidos e voz mansa voltamos a discorrer sobre o assunto em pauta. A Bíblia diz que devemos manter-nos unidos e evitar iras: “Irai-vos mas não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira” (Efésios 4.26).

O cônjuge ofendido que não fala, começa a acumular mágoas e ressentimentos sem que o outro saiba. Não aja assim.

A raiva é um veneno que bebemos esperando que os outros morram. W. Shakespeare. 

Se há mágoa ou mal entendido, não durma sem conversar a respeito, acolher num abraço e orar a Deus pedindo que elucide todas as questões em cada coração. Os cônjuges que mantém diálogo e investem em um clima de compaixão e graça, como Deus faz conosco diariamente, não precisarão recorrer a outras pessoas (às vezes fofoqueiras) ou se envolverão em relacionamento extraconjugais. Antes, pelo contrário, saberão que as dificuldades estão elevando o nível do casamento na direção da sabedoria: a ambivalência de uma cicatriz não deve ser desconsiderada. Significa: aqui doeu, aqui sarou!

INTIMIDADE RECÍPROCA

E ambos estavam nus, o homem e sua mulher; e não se envergonhavam. Gên. 2.25

Quando o ser humano era perfeito, justo e eterno vivia nu e não se envergonhava. Havia uma alegria em estar junto da amada no Eden, que significa deleite. Hoje o pecado manchou até mesmo essa noção, de que Deus nos criou seres relacionais e que amam deleitar-se na presença do seu amado. A igreja não pode cair nesse conceito nocivo.

Deus nos criou com sexualidade, para termos prazer sexual, para que unidos fisicamente, também satisfizéssemos os desejos mais íntimos do nosso amado no esplendor da companhia, da intimidade e da afetividade. O que diz a Palavra de Deus sobre a união conjugal?

Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne.” Gên. 2.24

A expressão uma só carne faz referência à união sexual, à geração de filhos, à intimidade espiritual e emocional, à demonstração de respeito mútuo. A sexualidade exercida no casamento, dentro dos princípios estabelecidos por Deus, faz com que o casal melhore o seu relacionamento nas áreas espiritual, física e emocional. O padrão de Deus para uma união sexual estável é o casamento de um homem com uma mulher (união monogâmica), após estes atingirem a maturidade biológica e emocional, podendo deixar pai e mãe, apegando-se ao cônjuge, formando com ele uma só carne.

Logicamente o casamento não implica só sexualidade, mas esta é o termômetro do casamento. Nenhum matrimônio pode subsistir se não houver intimidade, que é um dos elementos mais profundos da relação conjugal. Portanto, observando a Palavra de Deus vemos como desenvolver isso de forma saudável, elevando o nível da vida conjugal:

O marido deve cumprir os seus deveres conjugais para com a sua mulher, e da mesma forma a mulher para com o seu marido. 1 Coríntios 7:3

Do mesmo modo vocês, maridos, sejam sábios no convívio com suas mulheres e tratem-nas com honra, como parte mais frágil e co-herdeiras do dom da graça da vida, de forma que não sejam interrompidas as suas orações. 1 Pedro 3:7

A mulher deve ter proeminência na relação, o homem deve satisfazê-la primeiro. A mulher deve satisfazer seu esposo, deixando a intimidade plena. Não estamos no casamento apenas para nos satisfazer. Isso tem sido um problema em nossos dias de sociedade tão egoísta.

Há homens que não conseguem atingir o nível do prazer requerido pela esposa. Estes devem orar, procurar tratamento médico ou psicológico e eliminar possíveis bloqueios psicológicos ou fisiológicos. Isso não o fará menos homem. Assim como as mulheres, precisam buscar tratamento se distúrbios hormonais ou psicológicos têm retirado a alegria deste importante momento de relaxar com o amado.

Uma vida conjugal longa dará experiência e depois de um tempo, um saberá dar ao amado o que ele gosta. Então, casais novos não devem perder a paz na ânsia de satisfazer seu amado. O tempo e boa comunicação vão ensinar.

A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido. Da mesma forma, o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher.
1 Coríntios 7:4

No casamento somos um só, isso significa ausência de autonomia quanto à intimidade. Logo, não devo negar a intimidade à amada, por simplesmente não estar afim. Somente se houverem fatores mais graves.

Não se recusem um ao outro, exceto por mútuo consentimento e durante certo tempo, para se dedicarem à oração. Depois, unam-se de novo, para que Satanás não os tente por não terem domínio próprio. 1 Coríntios 7:5

Não devemos ficar muito tempo sem renovar aliança do casamento, observando a intimidade, afim de não sermos tentados. É plenamente admissível que o casal se dedique um tempo à oração, jejum e para isso abdique de seus maiores prazeres para ouvir a Deus. Porém não deve durar tanto tempo, pois a sexualidade no casamento é benção de Deus e não será por isso que ele deixará de falar.

Precisamos saber definir o que gostamos ou não na relação. Isso exige diálogo e ousadia. Ninguém deve ditar o que pode ou o que não pode no casamento.

Minha bisavó falou ao seu filho já na igreja no dia do casamento: “os peitos são para os bebês, não seja relapso”. Conversando com ele depois me contou que não conseguiu obedecer aos conselhos de sua mãe, que era uma santa mulher de Deus. Mas entendeu que a Bíblia dá autonomia quanto à intimidade e fez bem! Se o Senhor não interfere e dita regras do que ocorre entre quatro paredes, porque o homem o faria?

Infelizmente os padres da Igreja romana, aconselharam por muitos anos que o sexo seria apenas para procriação. Isso gerou muita infidelidade e famílias desajustadas, doenças e problemas psicológicos graves. Além de falarem do que não entendem, pois praticam o celibato, foram contra o que ordena a Palavra de Deus mais uma vez! Essa influência inexperiente, somada a um povo iletrado quanto à Palavra de Deus gerou tragédia em muitos lares pelo mundo!

Deus nos dotou de sexualidade e de órgãos sexuais. Temos terminações nervosas que emitem sensibilidades erógenas por todo o nosso corpo. Se Deus nos fez assim, há um propósito. Ele não é negligente criando desejos naturais que não pudessem ser satisfeitos. Não é isso que a Bíblia ensina. A única condição é que seja feito dentro do sagrado matrimônio: “O casamento deve ser honrado por todos; o leito conjugal, conservado puro; pois Deus julgará os imorais e os adúlteros.” Hebreus 13:4

A prova de que a sexualidade sadia é benção de Deus é que, se fosse algo impuro, não gerariam vidas tão lindas quanto os bebês que ele nos concede. É algo maravilhoso!

Em Cantares 1.16 há um texto em que a esposa diz: “O nosso leito é viçoso”, ou seja, forte e ativo. Observando bem isso, seu casamento será motivo de alegria, prazer e intimidade.

A sexualidade sadia é muito importante na vida conjugal porque, além de ser a máxima expressão de intimidade de uma pessoa, ela promove a perpetuação da espécie humana. Por isso satanás trabalha arduamente para destruí-la. Um leito sadio e recíproco tem doses de endorfina liberados causando sensação de felicidade. Um clima sereno se instala, o amor é reafirmado e a união é fortalecida para enfrentar os desafios do dia a dia. O organismo entende que está tudo bem, há aumento da autoestima e alívio das tensões psicológicas. Um relacionamento estável gerará filhos estáveis emocionalmente e contribuirá para uma sociedade mais sadia.

ECONOMIA PLANEJADA

“Assim, se vocês não forem dignos de confiança em lidar com as riquezas deste mundo ímpio, quem lhes confiará as verdadeiras riquezas?” Lucas 16.11

Administrar bem os recursos que o Senhor envia aos nossos lares é de suma importância para um viver saudável. A negligência em satisfazer-se com o que se ganha, extrapolando os limites da economia do lar gera muita discussão e conflitos entre os casais. O homem e a mulher cristã não se deixam enredar por isso, mas satisfazem-se no Senhor e são gratos pelo que tem consagrando-os.

“Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância, a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens”. Lucas 12.15

Isso tão sério que se avolumam os casamento que tem enfrentado crises e a dissolução. Quando uma família passa por um colapso financeiro, devido ao desemprego ou a má administração dos recursos surge logo a questão: “de quem é a culpa?”.  Nesta necessidade de achar um culpado muitas ofensas são desferidas, contrariando a ordenança do Senhor (Ef 4.29).

Quando alguém que está desocupado, além de não canalizar forças em mudar essa situação, ainda quer controlar os poucos recursos da casa, ou gastar com coisas supérfluas ao invés de seguir o orçamento pré-definido a crise está instalada. E o pior, a ausência de orçamentos pré-definidos, será combustível para inflamar ainda mais. Economia vem do grego “oikos” (casa) e “nomos” (leis), logo significa leis da casa. Uma casa sem lei está destinada à ruína, seja no muito ou no pouco!

Em uma sociedade do século XXI onde as mulheres trabalham tanto quanto os homens é preciso diálogo constante, bom planejamento e consagração da fazenda ao Senhor. Um homem disse certa vez: “eu dou uma pazada no depósito de Deus, ele dá uma pazada no meu depósito. Porém a pá de Deus é bem maior.”

Honre o Senhor com todos os seus recursos e com os primeiros frutos de todas as suas plantações; Provérbios 3:9

Além de orar consagrando a carreira, a fazenda, o planejamento construído devemos dedicar-lhe generosamente nossas primícias com alegria. Em Malaquias 3.10 uma das raras vezes em que o Pai se permite ser provado é nessa questão!

Tendo um bom planejamento e consagrando nossa fazenda, afastamos a possibilidade de retirar da mesa da casa para alimentar meu pecado. Multiplicam-se os produtos para cabelo e corpo das mulheres, de forma a deixa-las dependentes dos mesmos. Alguns com eficácia questionável, mas a veia da vaidade tem sido um fator onde satanás tem arrebanhado a muitos, infelizmente. Vaidade é um pecado. É lindo ver nossas amadas sentindo-se bonitas, mas deve haver um orçamento limite para isso e não ultrapassá-lo. Assim, também os homens não costumam pensar quando o assunto é esportes e carros. Faz-se muito para acompanhar o time do coração, comprar camisetas caríssimas e ser sócio do clube. O carro por sua vez tem de estar sempre limpo e com a última tecnologia instalada. Precisamos saber separar essencial do supérfluo. Brasileiro, infelizmente não tem o costume de guardar dinheiro, mas os imprevistos são certos. Então consagrar 10% ao Senhor, guardar 10%, não contrair parcelamentos totais acima de 30% da renda mensal é algo equilibrado e sustentável. Os demais 50% destinar às suas devidas aplicações na administração da casa. Isso evita discussões, dá a alegre sensação de “missão cumprida” e te forma um mordomo fiel de tudo o que o Senhor tem confiado. Para cumprir com o planejamento é bom que a planilha de controle esteja com o cônjuge mais maduro no quesito domínio próprio (parte do fruto do Espírito Santo – Gál. 5.22). Todavia ambos devem ter acesso a ela bem como a todos os compromissos contraídos pelo casal. Não pode haver gastos secretos. Isso também é infidelidade.

Qual de vocês, se quiser construir uma torre, primeiro não se assenta e calcula o preço, para ver se tem dinheiro suficiente para completá-la? Lucas 14.28

Seja organizado e metodológico. Você vai desenvolver domínio próprio e conseguir ser grato pelo que o Senhor concede. Pessoas desorganizadas brigam muito, envelhecem e jamais conseguem ser gratas, porque sempre está faltando algo! Isso é um circulo vicioso, pois onde não há gratidão o Senhor não abençoa (1 Tessalonicenses 5.18 / Mateus 25.21).

RESPEITO E LEALDADE

Um casa não subsiste sem respeito e lealdade. Respeito significa conhecer meu amado e ter em mente os limites estabelecidos ao longo da vida conjugal, visando a paz no lar. Lealdade é o compromisso de ouvir e definir questões de foro íntimo com base na cultura estabelecida no lar, evitando interferências externas.

O desrespeito ocorre quando os cônjuges não acatam os direitos um do outro ou não consideram a opinião do seu ente amado, criticando de forma desconstrutiva a opinião do outro. Se seu cônjuge não gosta de um tipo de alimento, comportamento íntimo, filme, passeio não imponha isso, pois seu direito precisa ser respeitado. Porém quando você não gosta de algo e quer expor ao cônjuge embase bem suas preferências e certifique-se de que isso não é um comportamento fútil, apenas para provocar uma racha na relação. É preciso maturidade de ambos os lados.

Não ir às festas de final de ano da empresa do esposo só porque acha que a secretária é mais bonita não é motivo. Inveja é pecado capital. Não ir à empresa da esposa porque ela admira o empreendedorismo do chefe não é motivo, não denota maturidade. A quem merece honra, deve ser dada a honra, diz a Palavra de Deus. Porém se sua esposa têm traumas psicológicos de infância ela não irá gosta de ser convidada a ir ao cinema olhar filmes de terror. Entretanto se seu marido passa o sábado inteiro limpando o carro, é justo limpar os sapatos antes de entrar. A chave para que essa vivência seja agradável é o respeito. A intimidade tem uma faculdade nociva que é a inobservância de limites. Mas pessoas maduras sabem que amor não significa anarquia. Bem pelo contrário: atos rebeldes advindos de pessoas que amamos doem mais do que se viessem de fora. Portanto respeite.

O respeito está ameaçado quando a lealdade não é realçada por atos. Por trás de filhos imaturos, que se casam e não assumem suas responsabilidades conjugais, normalmente há pais superprotetores e/ou dominadores, que insistem em continuar fazendo as escolhas no lugar do filho e dando palpites em assuntos que dizem respeito apenas ao casal. Assim muitos casamento que tinham tudo para dar certo, entram em crise. Interferências externas sufocam a lealdade do casal um para com o outro: significa que há outra voz mais amada pelo meu coração do que a de meu esposo(a). Há pais que, ao saberem que o casal discutiu, em vez de aconselhar seu filho a apaziguar os ânimos lhe dizem: “seu quarto ainda está aqui montadinho filho”. Essa atitude é nociva. Aquilo que Deus ajuntou, não separe o homem. Eles deveriam conversar com o filho, lembrar-lhe que as coisas mudaram; agora ele é adulto e tem uma responsabilidade de união espiritual junto à sua própria família e deve procurar perdoar e abraçar o amado de sua alma. Há ainda pessoas que permitem a interferência de colegas, amigos e outros parentes na relação e quando percebem já não lembram mais o propósito inicial do seu relacionamento relativizando-o. Quando isso ocorre é preciso ajoelhar-se com seu amado e buscar ao Senhor, como pastor ele nos guia ao centro da sua vontade e pastoreia nossa alma na direção do conforto espiritual. Jesus é o porto seguro onde a alma pode ancorar: “Temos essa esperança como âncora da alma, firme e segura, a qual adentra o santuário interior, por trás do véu, onde Jesus, que nos precedeu, entrou em nosso lugar.” Hebreus 6.19-20

Tanto no casamento quando na vida espiritual tenhamos livre acesso amor do nosso Deus, que nos fará amar sem medida nosso cônjuge. Não precisamos de terceiros para provar o imenso amor de Deus por nós, que por sua vez, deve ser destinado àquele que amamos. Às vezes e de comum acordo, precisamos de discipulado para elevar algumas valências do casamento. Mas para provar o amor de Deus e do nosso amado, basta decidir amar e por fé se entregar. O amor não é sentimento, é um Verbo, é agir sem olhar para trás. Seja leal ao que prometeu ao seu amado.

PROPÓSITOS ETERNOS DE DEUS COMO ALVO

Tudo o que não é eterno, é eternamente inútil. C. S. Lewis

Casais que amam ao Senhor respeitam e observam a sua vontade. Nossa vida de oração denota nossa busca por isso: tudo aquilo pelo qual não oro, caminho autônomo. Isso é maioria ou minoria das suas decisões semanais? Precisamos caminhar sob os eternos propósitos de Deus para a nossa família, isso vai tornar obsoleto o poder do mundo secular, sua agenda anticristã e o relativismo moral sobre nossas casas. Há um princípio antigo, mas que como toda a Palavra de Deus jamais passará: “Se o Senhor não edificar casa, em vão trabalham os que a edificam”. Cresce o número de pessoas que idolatram o entretenimento: se reúnem com a família para ver TV, passear, viajar mas não se reúnem para orar, ler a Bíblia e ir à Igreja. Como você se sentiria se seu noivo não falasse com você, não se abrisse com você, passasse por você em casa como se você não existisse mas, assim que estivesse em dinheiro ou precisando de uma carícia te procurasse? Assim a Igreja, como noiva de Cristo, por vezes acaba agindo. Ele não é bombeiro para as horas de acidentes, ele é pastor para guiar por caminhos seguros e de sabedoria. A Bíblia por sua vez, não é bolo de ocasiões especiais, mas pão diário.  Quando o relativismo com relação ao Senhor e sua santidade são observados por satanás ele vem com força total e abala estruturas que poderiam estar firmes (Mateus 12.45). Por isso Jesus diz: “permanecei no meu amor, e eu permanecerei em vós” João 15.4

Só Jesus pode edificar nossa casa. Para que ela seja um pedacinho do céu, lugar de felicidade e harmonia, temos de dar ao Senhor o primeiro lugar em nosso coração. Não fiquem casa em horários de culto, tenha comunhão como corpo de Cristo. Celebre com os salvos aqueles que estão chegando à família de Deus. Traga um amigo, tenha sempre alvos missionários. Use seu casamento para aconselhar outros que estão sendo destruídos. Estabeleça dias de culto doméstico, abençoe sua casa, sua família, dirija palavras de bênçãos aos amados de sua alma, jamais os amaldiçoe: “A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.” (Provérbios 18:21)

A vontade de Deus é que sejamos sal da terra e luz do mundo. Muitas escolas tem materiais incentivando outras práticas que não as do Senhor, pregando outras uniões que não entre homem e mulher. Pregando espiritismo e bruxaria. Nas novelas têm mensagens sobre como tirar proveito da união até que ela te satisfaça, então seja descartada e outro tolo entre em cena para te satisfazer. É a egolatria, a adoração do ego. Muitos pais estão anestesiados com ambiente de anarquia onde seus filhos são ministrados com todo o tipo de ênfase satânica, como palavreados chulos, amizades profundas com ímpios cheios de costumes contrários à Palavra, onde a moralidade santa e os bons costumes da Palavra são fortemente criticados. Simplesmente não imaginam o perigo que correm, irão lamentar-se profundamente. Vivemos dias maus e difíceis. Satanás sabe que o tempo dele está acabando, vem Jesus em toda a sua glória eliminar todo pranto, toda a dor e todo o choro! Glórias a Deus!

Portanto não brinque de ser cristão; não deixe sua família abandonada à própria sorte. Dedique-se à obra missionária, usando seus dons em uma Igreja Evangélica bíblica e, sobretudo, obedeça a Palavra de Deus. Nosso mundo carece de parâmetros excelentes, que sua casa seja um deles, em o nome do Senhor Jesus!

“O Senhor te abençoe e te guarde;
o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça;
o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê paz.
Números 6:24-26

Essa é minha oração por você, sua casa e pela sua peregrinação terrena.

Do seu pastor e amigo,

Denison Sales

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