CONSAGRAÇÃO QUE PROSPERA A O LAR

Uma reflexão sobre auto estima no lar

Ele era o quarto de oito filhos nascidos numa família de imigrantes poloneses que foi para o Michigan nos
Estados unidos, 4 meses antes de seu nascimento. O pai trabalhava no departamento de saúde da cidade e a
mãe era lavadeira. A família se mudou várias vezes durante os primeiros anos. Os tempos eram difíceis e seus
sonhos de encontrar uma vida melhor começaram a se desfazer. A mãe morreu quando o garoto tinha apenas
12 anos de idade, pouco depois do nascimento do oitavo filho. Ela era a única pessoa que se preocupava com
ele, era quem mais ele amava. Nessa idade, o garoto se viu abandonado e rejeitado.
Seu pai nunca tentou ajudá-lo. Sobrecarregado com seus próprios problemas, o pai continuou indiferente às
necessidades da família. Com o tempo, casou-se novamente e a família se estabeleceu numa pequena granja.
A infância do garoto foi muito pobre do ponto de vista afetivo. Ninguém se preocupava com ele. Por isso,
recolheu-se a uma vida solitária, cheio de ódio de si mesmo e insatisfação pessoal. Com cinco anos e meio de
estudos, acabou se tornando o estudioso da família. Fechou-se no silencioso mundo das revistas e jornais e se
tornou muito tímido. Não tinha amigos íntimos, com exceção de um irmão. Era muito limpo e organizado, e
tinha verdadeira repugnância a crueldade, mesmo que fosse contra um inseto. Pegava as moscas que
encontravam em sua casa e as levava para fora, dando-lhes a liberdade. Com 13 anos começou a trabalhar
numa fábrica de garrafas, depois, trabalhou numa fábrica de arame. Por causa de sua vida solitária, tinha
dificuldades para fazer amigos de ambos os sexos, para estabelecer relações duradouras, especialmente com
as mulheres. Não tinha nenhuma amiga especial. Era relativamente baixo de estatura e magro. Era um bom
trabalhador mas não se sociabilizava. Nunca brigava, mas se isolava para ler os jornais e revistas radicais dos
quais havia aprendido a gostar. Também assistiu a muitas reuniões políticas. Interessou-se definitivamente
pelas doutrinas anarquistas. Seu trabalho era rotineiro e sua vida tão fria como o arame que fabricava. Com
25 anos, sua personalidade mudou completamente. O trabalhador de fábrica, que aparentemente tinha boa
saúde e levava uma vida normal, se transformou num homem mau, pálido e agitado. Nessa mesma época,
abandonou o trabalho e foi para granja do pai, onde passava muito tempo dormindo. Quando estava acordado,
dedicava seu tempo lendo propaganda anarquista. Os medicamentos que lhe receitaram para aliviar certos
sintomas foram inúteis. Sua condição mental continuou se deteriorando. Todos os dias, mostrava-se
desesperado. Queria que o deixassem só. Brigava frequentemente com a madrasta e se tornava cada vez mais
fechado e irritado.
Começou a comer sozinho no quarto separado do resto da família. Uma necessidade anormal de
sensacionalismo, certa vez, o levou a ler cada noite, durante semanas, um relato sobre um assassinato que foi
publicado no jornal. Com 28 anos, decidiu sair da granja. Perambulou por diversas cidades sem um propósito
definido, assistindo a mais reuniões anarquistas. O golpe final em seu respeito próprio foi dado quando
resolveu se unir a um desses clubes anárquicos, mas foi rejeitado. Seu conceito de fracasso e o ódio de si
mesmo criaram raízes profundas. Certo dia, leu em um jornal que o presidente dos Estados Unidos planejava
assistir a exposição Panamericana em Buffalo, nos primeiros dias de setembro e cumprimentar pessoalmente
as pessoas. Leu essa notícia com muito interesse. Este homem solitário e pouco sociável muitas vezes foi a
exposição. Algumas vezes sentava e escutava os concertos de John Philip Souza. Muita gente o viu, mas
ninguém se lembrou dele. Estudava cuidadosamente todas as notícias que os jornais publicavam sobre a
visita do presidente. Nessa época, fez seus preparativos com grande calma. Comprou um revólver e ensaiou
uma forma de envolver a mão com um pano para camuflar a arma. Amanheceu o dia 6 de setembro. Era um
dia quente e ninguém prestou atenção a esse homem de baixa estatura e bem vestido com traje cinza. O
presidente cumprimentou as pessoas durante 10 minutos. Sete ou oito minutos depois, aquele jovem se

aproximou do presidente. Enquanto milhares de pessoas ouviam uma sonata de Bach, o homem estendeu sua
mão esquerda. O presidente viu que sua mão direita estava enfaixada e o cumprimentou com a esquerda. O
assassino desviou com o golpe a mão do presidente e disparou duas vezes através do pano. No começo parecia
que o presidente William Mckinley iria se recuperar, mas morreu oito dias depois sussurrando as palavras de
um hino: “mais perto quero estar meu Deus de ti”.
O julgamento de Leon Czolgosz aconteceu quatro dias depois do funeral de Mackinley. Durou apenas oito
horas e meia. O corpo de jurados deu o veredito apenas 34 minutos depois de ter se reunido. Às 7:12 da
manhã, 53 dias depois de ter assassinado Mckinley, foi preso a uma cadeira elétrica de uma prisão estadual e
eletrocutado. Tinha escutado Mackinley palestrar a uma multidão de 50 mil pessoas na exposição no dia
anterior ao do assassinato. Na corte disse: “vi muitas pessoas que o saudavam, inclinaram diante, dele e o
honravam, e isso não era justo”. Em sua cela, antes da execução, escreveu sua confissão: “eu o matei porque
tinha que levar a cabo meu dever. Não creio que um só homem deve receber tanta atenção e outro homem não
receber nada.” Ninguém havia respeitado, amado, estimado ou prestado atenção a Czolgosz, e ele destruiu a
vida de um dos presidentes mais amados dos Estados Unidos até o ano de 1901.
Mesmo que nem todas as crianças descuidadas e rejeitadas se tornem assassinas, podemos garantir que terão
problemas com seus sentimentos de dignidade pessoal. Pode ser que nem todas respondam de forma tão
agressiva como Leon Czolgosz, mas em todas as partes vemos resultados dos que se sentem inferiores. A
dúvida quanto a própria capacidade e o sentimento de impotência colocam travas numa pessoa pelo resto de
sua vida. Porque há tanta gente que odeia a si mesma?
Os pais não compreenderam a forma adequada de estruturar o ambiente de seus filhos de tal forma que o
respeito próprio se desenvolvesse.
Quem se sente inferior?
Quase todas as pessoas têm sentimentos de inferioridade. Temos evidências dessa tragédia das massas em
todas as partes: no bairro, na igreja e na escola. Os sentimentos de inferioridade são evidentes nas crianças,
mas se tornam mais intensos na adolescência. Muitos adolescentes ficam aborrecidos com sua identidade e,
sua aparência, suas realizações. Mas os adolescentes não estão sozinhos nisso. Há pessoas de todas as
cidades que têm problemas particulares de inferioridade. Um garoto de cinco anos se dá conta do quanto é
importante para os adultos que o rodeiam. Muitos adultos tem profundos sentimentos de inferioridade.
Também há pessoas de idade avançada que sofrem de inferioridade no mundo em que se valoriza a juventude
e a beleza. As doenças do coração e de pressão alta fazem grandes estragos na atualidade. Porém, existe um
mal que destrói ainda mais vidas humanas. A falta de respeito próprio afeta mais gente, incapacita mais a
vida e inutiliza mais gente que a pior enfermidade física. Vamos fazer uma aplicação prática. A felicidade
futura de seu filho depende da fotografia mental que ele tem de si mesmo. O que seu filho sente sobre si
mesmo pode determinar seu sucesso ou fracasso em muitos projetos. A forma de perceber a si mesmo
influenciará a sua conduta e suas notas escolares. Também vai exercer a influência em sua escolha de amigos
de ambos os sexos, da escola ou da profissão. Influenciará na forma como perceberá as questões morais e os
assuntos espirituais. Em resumo, o conceito que tem de si mesmo irá exercer a influência sobre todas as
decisões que tomar. O propósito deste estudo é apresentar as abarcantes ramificações do desenvolvimento do
conceito que seu filho forma de si mesmo. Ao ler o estudo você notará que cada palavra, ação e método que
você aplica atualmente na educação e formação dos seus filhos, edifica ou destrói, a imagem que cada um
tem de si mesmo.

O enganoso conceito de identidade própria

Pesquisas realizadas recentemente demonstram que, tanto as crianças como os adultos que possuem respeito
próprio, tem uma vida equilibrada e não andam aos tropeções e às apalpadelas. O que é respeito próprio? É a
imagem mental de si mesmo que se forma com ajuda do que os outros dizem, o modo como é tratado e
vivencia as experiências da vida. Os que têm respeito próprio se sentem à vontade com sua pessoa, tem
confiança em suas habilidades e estão satisfeitos com a vida e com o trabalho. Já que tem confiança em suas
habilidades podem correr riscos ao tentar fazer coisas novas. Se fracassam, aceitam isso sem necessidade de
se castigar, enchendo-se de culpa.
Podem tomar as medidas necessárias para evitar o fracasso da próxima vez que tentarem fazer algo. Os que
tem respeito próprio não somente sentem que são pessoalmente valiosos mas também sabem que tem uma
importante contribuição a fazer na vida. Sentem-se amados e, portanto, podem amar genuinamente os outros.
Sentem-se à vontade com eles mesmos, e podem responder positivamente em sua relação com outras pessoas
e nas diversas situações da vida. Um conceito adequado de si mesmo leva a aceitação da aparência pessoal,
mesmo com características distintas. Faz com que as pessoas se sintam dispostas a gastar suas energias para
resolver os problemas e não se deixar abater. Podem aceitar o valor de suas realizações sem se tornar
vaidosas. As pessoas que têm sentimentos saudáveis de dignidade social sabem apreciar suas habilidades de
forma realista. Compreendem que não são perfeitas, que cometem erros e que, de vez em quando, fracassam
nas coisas que tentam fazer. Mas, depois de fazer uma avaliação correta, chegam à conclusão de que tem boas
qualidades para equilibrar seus pontos negativos. Portanto, sentem-se iguais as outras pessoas e capazes de
viver de acordo com as opiniões positivas que outros têm delas.
Não se deve confundir respeito próprio com egoísmo. De fato, contar vantagens, vangloriar-se de suas
conquistas e feitos são sintomas clássicos de uma baixa autoestima. Os que podem apreciar justamente sua
dignidade pessoal tem pouquíssima necessidade de impressionar os outros com suas habilidades ou bens. O
respeito próprio não pode ser medido com talentos ou capacidades. Muita gente que possui grandes talentos e
habilidades pode ter um conceito devastador da dignidade pessoal. A história fala de muitas pessoas
inteligentes e capazes que se tornaram bêbadas, drogadas ou suicidas, para escapar de um conceito de si
mesmas que odiavam.
Qual é a origem dos sentimentos negativos?

Como se formam as opiniões que alguém tem de si mesmo? O que faz uma criança pensar de si mesma o que
pensa?
Tudo começa nos primeiros anos da infância. A maioria dos pais não se conforma em dizer um simples “não”
a seu filho quando o seu comportamento infringe os direitos dos outros. O pai e a mãe costumam dizer: “não
faça isso, menino danado, porque isso não deve ser feito. Você é terrível”. Essas palavras e outras parecidas
rebaixam os sentimentos de dignidade da criança: mal, lento, feio, estupido, terrível, ridículo, retardado.
Estas frases contribuem para que a criança forme uma imagem negativa de si mesma: “você não faz nada
certo”, “você me envergonha” ou “o que há com você? Você é burro ou o quê? A criança que se vê atacada por
uma descarga continua de expressões humilhantes, juntamente com atitudes não verbais de falta de respeito
ou de descuido emocional, começa a se sentir envergonhada e descontente com ela mesma. Em sua mente,
começam a brotar sementes negativas: “não sirvo para nada”, “nunca poderei fazer o quê meus pais esperam
de mim.”
Lamentavelmente, a estrutura da sociedade promove essa classe de sentimentos. A competição para ser “o
melhor” está presente em todas as esferas da sociedade. Porém no pós-modernismo que vivemos há o costume

de se premiar ou honrar pessoas que não têm um caráter bom e isso coloca a cabeça dos adolescentes em
confusão. Os adolescentes competem ativamente para serem os mais populares, ainda que tenham de usar de
costumes impróprios e nocivos. Vale tudo para ganhar mais likes nas redes sociais. As propagandas de certos
produtos nos dizem que se, desejamos que outros nos aceitem, devemos utilizar isso ou aquilo. Os irmãos e as
irmãs lutam para alcançar posições honrosas e favoráveis dentro do círculo familiar. Sempre que há disputa
dentro do lar, o lar está em perigo. As expressões negativas e rebaixantes que se dizem no lar, juntamente
com a competição que reina na sociedade, muitas vezes injustas, prepara um cenário para que uma criança se
deprecie e se recusa a aceitar-se.
A carta aos Efésios 6.1: Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu
pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre
a terra. E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.
Efésios 6:1-4
A origem da falta de respeito próprio está na infância. Os pais devem passar valores sólidos bíblicos para que
a criança saiba fazer o que é certo ainda que ninguém esteja fazendo. Isto se chama caráter. Os pais devem,
ainda, prestar apoio emocional dedicado aos seus filhos e atenção para que desenvolvam os sentimentos bons
durante os anos da infância. A falta disso pode resultar numa vida de auto punição, de recriminação contra si
mesmo e de recusa de si. Esses sentimentos negativos começam durante os anos de formação da cognição e
são nutridos por uma sociedade voltada para realizações pessoais. Desde cedo a criança deve aprender que
deve honrar a Deus em todos os seus atos e isso é suficiente. O Espírito Santo de Deus faz o restante do
trabalho quando a criança aprende a se consagrar desde pequena trazendo saúde emocional física e
espiritual.
As dimensões do auto respeito
“Ouvi, filhos, a instrução do pai, e estai atentos para conhecerdes a prudência.” (Provérbios 4:1)
Quando a criança paga a velinha de seu primeiro bolo de aniversário, sua atitude de respeito próprio já é
sensível. Uma pessoa de poucos meses de vida é capaz de distinguir entre a censura e o elogio. Percebe sua
importância quando recebe atenção, e experimenta sentimentos negativos quando a tratam grosseiramente.
Identifica-se com a forma como seus pais a veem. Sua captação do amor e respeito que seus pais manifestam
em relação à ela coloca o importante fundamento do respeito próprio. Quando uma criança se aproxima do
seu terceiro ou quarto ano, seu mundo se amplia e inclui um grande número de pessoas. O jardim da infância,
a igreja, os programas de televisão, ouvir a leitura de livros e músicas aumentam seu contato com outras
pessoas. Aos 7 ou 8 anos, quando sua vida social volta a se ampliar a uma criança já pode estar com seu
sentimento de inferioridade. O contato com seus amiguinhos a expõe a provocações e ao ridículo. As crianças
são francas, cruéis e não levam nada em consideração no tratamento umas com as outras. Com certeza
suportar esses sentimentos ajuda ela a aprender a lidar com um mundo caído, mas os pais precisam conversar
sobre o que leva as demais crianças a se depreciarem, ela já pode começar a perceber o estrago que o pecado
fez na humanidade. Os sentimentos de impotência se se agravam até alcançar o nível máximo na
adolescência. Mas o desenvolvimento do respeito próprio e da dignidade pessoal compreende mais que
apenas evitar o uso de palavras degradantes? Sim. Quando se trata do desenvolvimento da imagem
psicológica da criança, é preciso levar em consideração três fatores:
1. O respeito próprio deve ser aprendido
O respeito próprio é uma resposta aprendida das experiências da vida. Geralmente, ele evolui da interação
diária da criança com outras pessoas. A criança desenvolve sentimentos positivos ou negativos acerca de sua

dignidade pessoal, baseando-se nas experiências gerais da vida. Charlie Brown, personagem dos quadrinhos
do Snoopy, aprendeu que é inferior aos outros. Quando se aproxima de uma torneira para beber água, sabe
que vai se molhar. Quando ocupa a posição de lançador no beisebol, é um completo fracasso. Precisa de
amigos. “Ninguém me quer, ninguém se importa se estou vivo ou morto”, ele comenta com frequência.
Sua amiga Lucy o humilha constantemente e o faz lembrar-se de sua inferioridade. Como Charlie Brown sabe
dessas coisas sobre si mesmo? Tudo já aconteceu antes. Ele fracassa cada vez que tenta fazer alguma coisa.
Uma experiência vem atrás da outra, mostrando que ele é incapaz de fazer o que deseja. Tudo e todos estão
contra Charlie Brown. Assim como Charlie Brown aprendeu que era inferior, seu filho também aprenderá a
ter um sentimento negativo ou positivo sobre sua dignidade pessoal. Quanto mais experiências positivas você
colocar ao alcance dele e quanto mais positivas forem as reações recebidas maior será a possibilidade de que
aprenda que é uma pessoa valiosa.
“Não vos enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes.” 1 Cor. 15.33
2. O respeito próprio deve ser conquistado.
Uma tarefa importante bem executada, vai desenvolver sentimentos de adequação. As riquezas e os bens
podem ser dados, mas os sentimentos de respeito precisam ser apreendidos. Como resultado, o que se
relaciona com a atuação da criança e com sua habilidade se mistura com os aspectos mais íntimos da vida.
Toda criança se pergunta: “como estou me saindo?” Não importa quão bem tenha feito uma coisa, a maioria
dos adultos crê que pode fazer o melhor se tivesse se esforçado mais. Se você pensa assim em relação a seu
filho, manifestará isso consciente ou incoscientemente, na maneira como o trata. Não poderá esconder esses
sentimentos por muito tempo. A produtividade, as realizações e a criatividade promovem os sentimentos de
dignidade pessoal. A criança que não pensa que pode fazer bem as coisas nunca poderá gostar de si mesmo.
Portanto, toda criança precisa de uma “especialidade”, ou seja, uma habilidade e aptidão através da qual
possa conseguir respeito próprio. Mediante o desenvolvimento de aptidões ou habilidades a criança pode
aumentar seus bons sentimentos. A realização responsável de tarefas caseiras e de deveres do Lar também
contribui para o desenvolvimento dos seus sentimentos de valor. Os pais podem reforçar esse aspecto do
respeito próprio com comentários verbais como: “esta manhã, você arrumou muito bem sua cama”, ou “você
está cada vez melhor em matemática”, ou “Você desenha bem. Tem muito talento”. Os sentimentos que
surgem quando se realiza bem alguma coisa promovem os bons sentimentos.
3. O respeito próprio deve ser experimentado.
Você pode dizer várias vezes a seu filho: “gosto muito de você!” Mas se ele não sente seu calor e aceitação,
suas palavras não o convencerão, não importa quantas vezes repita. Você pode falar tudo que quiser sobre
respeito: “a propósito, querido, respeitamos você. Você é maravilhoso.” Mas se os seus atos não reforçam suas
palavras, seu filho não desenvolverá a dignidade pessoal. Uma criança pode sentir que seus pais a amam e
mesmo assim não acreditar que a valorizam. A mãe de um jovem que usa droga pode amar seu filho e detestar
o que ele faz. Da mesma forma uma, uma criança pode chegar a esta conclusão: “você diz que me ama, mas é
obrigado a me amar porque sou seu filho. Você só se preocupa comigo porque tem que se preocupar. Você
não tem orgulho de mim. Não sou importante para você. Eu devo ter envergonhado de alguma maneira. Não
sou quem você gostaria que eu fosse.”

Você convence seu filho disso cada vez que alguém lhe pergunta algo, quando você lhe diz o que deve e o que
não deve dizer na casa de um amigo, e quando ele envia outras mensagens sutis que reforçam o sentimento
que poderia fazê-lo ficar mal diante dos outros. Isso pode dizer se você realmente o aceita. Não basta os pais
amarem seus filhos. Os filhos devem sentir sua aceitação como pessoa, sentir que tem valor pessoal,
realizando ou não algo grande em sua vida. Uma criança não é capaz de experimentar ou desenvolver amor
até que aprenda a se respeitar. O respeito próprio é uma atitude positiva que se alcança aprendendo,
conseguindo e experimentando.
Uma mistura de três sentimentos
Três sentimentos que a criança capta afetam significativamente sua compreensão de dignidade pessoal: o
sentimento de que a única, o sentimento de que faz parte da família e o sentimento de que é amada. Esses
três sentimentos se combinam para dar estabilidade e apoio a estrutura do conceito que a criança forma de si
mesma. Se qualquer desses três aspectos é frágil, fragilizará no mesmo grau o conceito que a criança forma de
si.
1. Sentimento de que a única
Toda pessoa é única, e o que uma criança tem de especial merece respeito. As crianças não são cópias em
carbono. Mesmo que você tenha 2 ou 15 filhos, cada um terá a sua individualidade e cada criança deve
reconhecer que é a única que pode fazer uma contribuição a família que ninguém mais pode fazer. Esse
sentimento de ser algo único pode se basear em ser o filho mais velho, o do meio, o Caçula, ou ter talentos e
habilidades especiais. É gostoso pensar nas características únicas que cada um de nossos filhos tem e que
contribuem na nossa família.
2. O sentimento de que faz parte da família
Uma criança percebe se o papai ou a mamãe se sente feliz quando está com ela. Pode notar se “pertence à
família”. A criança que tem a sensação de ser alguém desnecessário, ou que acredita que é o “estepe do
carro” um “acidente”, terá dificuldades para se sentir respeitada. Todos temos a necessidade básica de sentir
que somos “uma parte de” ou que formamos parte de um grupo. Não é diferente com uma criança. Ela precisa
experimentar um sentimento de unidade com sua família. Esse sentimento se estabelece fundamentalmente
durante a infância. Quando os pais cuidam de forma adequada de seu bebê e satisfazem suas necessidades,
quando o abraçam com carinho, ele desenvolve a função de ser amado. Estabelece logo uma confiança básica
na pessoa. Nesses contatos está todo fundamento de sua futura relação com as pessoas.
3. O sentimento de quem é amada
O amor é a consideração por seu filho como algo valioso, com uma terna preocupação por ele. Significa que
seu filho continua sendo especial e querido para você, mesmo que não aprove alguns de seus atos. Todos
sabemos que as crianças precisam de amor, mas muitos de nós supomos que nossos filhos sabem
automaticamente que os amamos. Por outro lado, há muitas crianças que sentem que não são amadas, mesmo
que seus pais se preocupam em profundamente com elas. Algumas crianças nunca escutam as palavras “te
amo” e, ainda assim, sentem que seus pais se preocupam com elas. Com frequência, os pais acreditam que
demonstram amor por que deixam de lado seus próprios interesses para atender aos da criança, para se

preocupar com ela, para lhe proporcionar vantagens ou passar mais tempo com ela. Mas isso não faz,
necessariamente, com que uma criança se sinta amada. O carinho estimula o crescimento, mas não garante
que a criança se sinta amada. A criança precisa ter segurança de que é amada. Os pais em alguns casos, sem
más intenções, dão à criança a impressão de que não a amam nem querem se preocupar com ela. “Se você se
comportar bem, a mamãe vai gostar de você”. “Se você se comportar mal o velho do saco vai te levar”. “Se
você ajudar a mãe, ela vai gostar de você”. “Vou gostar muito de você, se varrer o chão da cozinha”.
Outras frases comuns são: “Mamãe não gosta quando você age assim”. “Se você fizer xixi na roupa, papai vai
enviar você para a vovó”. “Se você não comer as verduras, papai vai deixar de gostar de você”. Nesses casos
há a ameaça de que o amor é retirado por causa da má conduta. É importante lembrar que seu filho deve ser
amado por que é seu. Você deve amar o Pedrinho não porque agora ele é um bom menino, nem por que tem

boas notas na escola, ou porque é bom atleta, ou porque é obediente, mas porque é seu filho. Você deve amá-
lo porque ele é o Pedrinho. Nenhuma outra experiência pode se comparar com esse tipo de amor. Se você ama

seu filho dessa forma, ele sente que lhe pertence, que você precisa dele e que é respeitado. Esses sentimentos
íntimos de segurança o ajudaram a crescer e se transformar numa pessoa madura e estável.
Falsos valores
Nossa sociedade criou um falso sistema de valores que destrói a dignidade humana. Precisamos compreender
essas forças destrutivas, se é que desejamos ajudar a geração jovem durante os anos de formação da vida.
1. Beleza. Se seu filho ou sua filha tem boa aparência, possui uma grande vantagem. A sociedade gosta da
beleza. Com três ou quatro anos, uma criança já aprende o significado da beleza pessoal. A criança bonita
sabe que os adultos a tratarão melhor. As pessoas sorriem para ela, dizem que é bonita e fazem festa. Mas a
criança que não é muito atraente do ponto de vista secular, é ignorada enquanto seus irmãos ou amigos
recebem toda a atenção. Essa é a natureza humana.
O doutor James Dobson, em seu livro Esconde-esconde [editado em português pela Editora Vida], se refere
em um artigo publicado na revista Psycology Today de março de 1972. O artigo, com o título “a beleza e a
criança”, informa alguns assombrosos prejuízos que as crianças e adolescentes têm:
a. A evidência de que se dispõe parece indicar que as qualidades atrativas dos estudantes influenciam suas
notas escolares.
b. Quando se mostrava aos adultos um conjunto de fotos de crianças e se pedia que indicassem a criança que
provavelmente traria problemas em sala de aula, com frequência selecionaram as crianças menos atraentes. A
criança menos atraente também é considerada mais desonesta que seu amiguinho de aspecto melhor. O autor
comenta: “no que se refere ao caráter e aos valores pessoais, supomos que as pessoas melhores são as mais
bonitas.”
c. De acordo com as pesquisas de Karen Dion, a maneira como um adulto lida com um problema de
disciplina se relaciona com as qualidades atrativas da criança. Diante da mesma falta cometida por duas
crianças, provavelmente se tratará de maneira mais branda a criança, considerada bonita e, com mais
severidade o seu coleguinha menos atraente.
d. É tão importante o impacto da atração física que isso já pode ser sentido claramente no jardim da infância.
As crianças de 3 anos que tinham aparência melhor possuíam mais popularidade entre os coleguinhas. E,
infelizmente, certas características físicas como a obesidade, são vistas e discriminadas nessa idade.

O problema se torna mais sério na adolescência. A garota que tem vários atrativos físicos não demora muito a
descobrir que tem também o mundo a seus pés. O rapaz bonito e atlético aprende rapidamente que está na
moda. Os outros jovens seguem seu caminho vestindo jeans, e com aparelho nos dentes e espinhas no rosto.
Apesar do tratamento cruel dispensado a eles pela natureza esperam que alguém lhes dê atenção. Julgar as
pessoas por suas qualidades físicas é realmente se basear em um falso valor.
2. Inteligência. Outro fator crítico que usamos para medir o valor de um indivíduo é sua inteligência. Os pais
ficam muito aborrecidos se alguém menciona, mesmo que casualmente, que seu filho tem menos habilidade
mental que outras crianças. Os pais demonstram uma atitude especial depois do nascimento de um filho. É
como se estivessem competindo com outros pais. Querem que seu filho seja o primeiro em tudo. Como gostam
de se orgulhar! Contam que já saiu o primeiro dente do seu filho como se alguém pudesse impedir, que se
sentou aos 4 meses, que disse “mama” aos 5 meses e que andou aos 6 meses. Quanto mais cedo a criança
manifesta as diversas habilidades mais carinho e recebe de seus pais. Esses geralmente estabelecem um valor
de seu filho pela habilidade que ele tem de fazê-los sentir-se bem. O que acontece a criança que não atingir
as expectativas dos pais? As expectativas dos pais apenas refletem as expectativas da sociedade. O que
acontece, por exemplo, a criança quando chega à escola e demonstra inteligência apenas na média dos
colegas ou, quem sabe, abaixo da média? Aproximadamente 22% de todas as crianças nos Estados Unidos
tem QI entre 70 e 90 o que indica aprendizagem lenta. Quando essas crianças terminam a primeira série elas
já desenvolveram profundas marcas de inadequação. Na fase escolar, quase a metade de todas as crianças
enfrenta batalhas com seus sentimentos de nunca alcançar a média dos outros colegas. A criança com déficit
intelectual pode ser capaz de sobreviver aos primeiros anos com seu respeito próprio intacto, mas quando
chega à escola, a figura muda radicalmente quando afinal será nesse momento que ela será avaliada e
comparada com outras crianças de sua idade e não leva muito tempo até que ela descubra que não pode se
comparar aos amigos mais brilhantes.
Os pais devem ajudar o filho a desenvolver competências que sobressaiam as suas fraquezas. Crianças com
aprendizagem lenta, com frequência, são boas com as mãos. Pais sábios vão ajudar o filho a encontrar alguma
habilidade da qual ele goste e oferecer a oportunidade para ele desenvolvê-la. Estudantes lentos precisam ser
valorizados. Como passar dos anos, talvez tenha se desfeito a lembrança de algumas ocasiões em que agimos
de maneira tola. A maioria de nós se lembra da vergonha e humilhação experimentados quando demos uma
resposta errada e toda a classe caiu na risada. Ou nos lembramos bem do dia em que a equipe de futebol
perdeu por culpa nossa. Ou ocasião em que fracassamos no exame. Toda criança, sente durante sua vida, a
recusa e o ridículo mais algumas delas por não serem muito bonitas ou inteligentes continuam sentindo isso
todos os dias de sua vida. A criança pouco inteligente pode se sentir deprimida, como mais uma vítima de
outro falso valor criado por nossa sociedade. O valor de um indivíduo não deve ser medido por seu quociente
intelectual apenas.
Fontes de rejeição dos Pais
“Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão. Como flechas na mão de um
homem poderoso, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava;
Salmos 127.3
Durante um seminário de capacitação para pais, foram analisadas as razões por que os filhos se sentiam
rejeitados. Imediatamente, um dos participantes fez a seguinte observação: “porque se fala tanto de rejeição

dos filhos? Não conheço nenhum pai que tenha rejeitado a seu filho.”
Uma servidora pública falou na mesma hora: “todos os dias de minha vida e me deparo com crianças que são
maltratadas cruelmente. Nesta oportunidade, quero testemunhar que a sociedade está doente e que muitos
pais rejeitam seus próprios filhos por inúmeras razões.” Ann Landers, escritora popular americana, pergunta
“Se você pudesse começar tudo de novo teria filhos?” Cerca de 70% das pessoas responderam que, se
soubessem o que sabem agora, não teriam nenhum filho. Essas pessoas podem ser classificadas em quatro
categorias: a. país jovens que se encontravam profundamente preocupados com o excesso de população e
ameaça de armas nucleares; b. Pais que declararam que os filhos tinham estragado seu casamento; c. pais de
filhos adultos que tinham abandonado o lar e que manifestavam pouca ou nenhuma preocupação por seus
pais; d. pais de adolescentes com problemas. Que outras razões atitudes podem ser encontradas na base da
rejeição dos filhos?
1. Nascimento no momento inadequado

Muitos filhos não são aceitos, apreciadas ou amados da forma como deviam, simplesmente porque chegaram
no momento não muito oportuno, à vista dos pais. Talvez o filho tenha vindo muito cedo no casamento. O
casal desfruta de mútua companhia e está começando a se conhecer. De repente, ela fica grávida. Ou o
marido começou a se sair bem no trabalho, a estabilizar as finanças e a situação oferece um futuro promissor.
De repente, a esposa anuncia que vai ter um bebê. Ele coloca na cabeça que é um mau momento. Não é que
o esposo não queira filhos ou não gosta de crianças, mas acredita que a chegada de um bebê vai dificultar
que dê conta de todas as demandas. Quando um filho passa inesperadamente a fazer parte de uma família,
em alguns casos, os pais ou recusam inconscientemente. E isso não acontece porque a criança fez algo
errado, mas unicamente porque chegou uma hora considerada imprópria, segundo os padrões cultivados no
século XXI. Na verdade uma vida humana deveria ser celebrada sempre como Deus ordenou (Gn 1.28). Mas
a vaidade e expectativas altas têm feito a humanidade valorizar coisas efêmeras.
2. Inconformidade com o sexo do filho
Por tratar-se do primeiro filho e como o pai queria ter um garotão, não se sente à vontade com a chegada de
uma menininha. Às vezes a mamãe esperava uma menina para ser sua companheira, fruto de anos brincando
com bonecas na infância mas o senhor Jesus envia um menininho. Pode ocorrer da mãe tratar o menino como
uma menina ou o pai queira que a menina brinque com brinquedos ou se comporte como um menino. Uma
participação relativa nas atividades do sexo oposto é saudável. É aceitável e normal certa quantidade de
interação entre pai e filha entre mãe e filho. Mas se isso se torna indefinido, o filho ou a filha não percebe
com clareza sua identidade sexual e por consequência seu papel na sociedade. Fica com a pergunta na
cabeça: “o que devo ou não fazer?”
O conhecimento claro da identidade sexual é parte importante do respeito próprio, porque um garoto não
pode respeitar a si mesmo se está inseguro do que é um papel de um homem. Uma menina se está insegura de
seu papel e lugar na família não pode ter respeito próprio ficando à mercê da anarquia proposta pela
sociedade atual.
3. Conceitos errados sobre o comportamento sexual
Um filho concebido antes do casamento, muitas vezes é rejeitado mesmo que os pais se casem rapidamente.
Em muitos casos, a presença da criança lembra a seus pais seus erros, e assim rejeitam a criança. O bebê faz

a mãe pensar como “esse cara” se aproveitou dela, muitas vezes pressionada pela família paterna. O pai se
pergunta: – “porque ela não se cuidou e engravidou?”. O sentimento de culpa pode conduzir a rejeição da
criança, e a criança se sente um incômodo porque seus pais não se gostam. Transmitem sua culpa porque não
podem se perdoar. Por isso o padrão bíblico de relação no casamento, pois é um brindar de uma aliança maior
firmada entre Deus e a família.
4. Responsabilidades adicionais
Alguns casais são imaturos emocionalmente e completamente despreparados para enfrentar a
responsabilidade da paternidade. Acostumados a fazer sua própria vontade, recusam o bebê, que implica em
gastos, dá trabalho e consome tempo. Por exemplo, se a babá não se apresenta no momento adequado, quando
querem participar de uma reunião social que lhes interessa muito, experimentam um sentimento contra a
criança, que causou tal inconveniente. Sentem-se amargamente frustrados quando devem renunciar as férias
que gostariam que passar no local bonito, porque precisou gastar dinheiro no tratamento ortodôntico do filho.
Ficam chateados quando tem que sair às duas da manhã porque se o bebê está com cólica intestinal. Ficam
ressentidos por que querem se divertir ser jovens e livres. Esses pais não tem intenção de rejeitar o filho; não
rejeitam porque são mal ou são indignos, mas porque precisam amadurecer suficientemente para enfrentar as
exigências que o filho impõe sobre seu tempo e atenção. Precisam compreender um propósito nobre que Deus
deu: formar cidadãos. O discipulado não é apenas para alvos evangelísticos da igreja, mas nossos principais
discípulos devem ser os filhos. Discipulamos amando (2 Timóteo 1.5).
Gerar filhos para Deus, sejam eles biológicos ou espirituais é algo nobre e o cristão não tem dúvida disso.
Outros pais são tão ocupados, realizando os seus planos e desejos que sobra pouco tempo para dedicar ao
filho. O pai se concentra no trabalho e se preocupa com o filho unicamente quando tem tempo extra. A mãe
também trabalha e, por causa disso, não tem tempo para passar com o esposo. Mesmo que os pais digam que
a criança é importante para eles e assegurem amá-la, ela começa a compreender que não é bem assim. Esses
pais dificilmente admitiriam que a rejeitam, mas o nível de autoestima da criança está no chão.

5. Falsas expectativas
Muitos pais se sentem secretamente frustrados porque o filho não se destaca. Queriam ter um filho com uma
personalidade e talento ilimitados. Muitas mães sonham que suas filhas sejam lindas e populares,
especialmente se elas mesmas não foram assim. Mas quando as filhas não satisfazem as expectativas, ela se
decepcionam. Poucas vezes, elas enviam mensagens verbais e rejeição, mas indiretamente dão a entender
que as filhas não estão satisfazendo as expectativas que tinham em relação a elas. Os pais que não se
destacaram nos esportes ou que não tiveram oportunidade de fazer uma faculdade, mantém esperanças
secretas de que seus filhos tenham sucesso onde eles fracassaram.
Nesse caso, também não expressam verbalmente seus sentimentos, mas o garoto compreende claramente suas
mensagens indiretas e se sente incompetente e rejeitado. Esses filhos podem ter um rendimento adequado em
diversos setores, mas se o objetivo que os pais tinham fixado para eles não foram alcançados, podem rejeitar o
filho que está se desenvolvendo bem e tem seu valor. Nesse caso ele crescerá pensando que é indigno porque
não satisfez as falsas expectativas dos pais. Que direito tem os pais exige que a criança seja um super filho
enquanto eles mesmos são pessoas comuns?

Os sintomas da rejeição
Talvez você se pergunte se seu filho tem sentimentos de rejeição. É possível que os pais saibam se o filho se
sente rejeitado? Sim. O medo do fracasso e a crítica dominaram suas emoções. As acusações e reprovações
recebidas o levaram a justificar sua existência como filho, através de discussões em defesa própria. Esses
temores e incertezas o esgotam emocionalmente e o cansam fisicamente. Portanto uma criança rejeitada
apresenta certos sintomas, que veremos a seguir:

1. Falta de habilidade para tomar decisões
Vacila até para tomadas decisões mais insignificantes.
Teme começar coisas novas, mesmo que lhe ofereçam ajuda.
Quando lhe pedem que faça algo, diz: “não sei fazer”
Não pede as coisas que necessita.
2. Retraída ou vivendo no mundo da fantasia
Não participa facilmente em brincadeiras ou outras atividades. Não faz contato com os outros. Não se defende
com palavras ou atos. Tem medo de fazer ou responder perguntas. Responde somente perguntas objetivas.
Fica muito tempo sozinha. Fica muito tempo diante da televisão ou Lendo. Prefere amigos imaginários amigos
reais.
3. Mau comportamento repetido deliberadamente
Belisca, chuta, morde e da pontapés em excesso. Tem o hábito de mentir ou roubar. Prejudica a si mesmo e
aos outros. Chama a atenção fazendo alguma coisa proibida. Faz coisa insensatas ou perturba os outros
constantemente. Manifesta atitude extremamente competitiva.
4. Excessivo esforço para agradar
Dá presentes as pessoas constantemente, na intenção de “comprar” o carinho e amizade. Leva as coisas de
casa para conseguir a aprovação da professora ou dos amigos. Pergunta constantemente: “você está bem?”
5. Chora com facilidade
Chora, Faz birra ou uma cena quando não pode sair com os pais.
Queixa-se: “ninguém me quer” ou “ninguém quer brincar comigo”.
Tem medo quando a deixam com a babá, com uma pessoa desconhecida ou com a professora.
6 Pontos tensão
Faz xixi na cama. Bate a cabeça. Rói as unhas. Gagueja. Carrega constantemente consigo um pano, uma
chupeta ou um brinquedo qualquer.
7. Despreza a si mesma e aos outros
Põe apelido nos outros. Critica e julga. Culpa os outros por seus erros. Encontra desculpas para justificar seu
comportamento. Fala demais. Diz coisas do tipo: “sou melhor do que você.”
8. Características físicas
Tem excesso de peso. Fala com voz fraca e insegura. Descuida da aparência. Anda em curvada. Os cantos da
boca ficam para baixo e os olhos não brilham. Tem aparência de gente triste. Evita olhar diretamente nos
olhos as outras pessoas.
Se seu filho possui alguns sintomas, não se preocupe, mais identifique as tendências. Se seu filho manifestar
várias dessas características durante algum tempo, com vem encontrar métodos para melhorar sua auto
imagem. Lembre-se do seguinte: quanto pior é o comportamento de uma criança maior é seu desejo de
receber aprovação. Quanto mais difícil for comportamento do seu filho: egoísta ou terrível, mais ele precisa

de atenção e aceitação. Quanto maiores são suas defesas, o retraimento ou o mau comportamento, maiores
suas necessidades. Mas, com muita frequência, as defesas percebidas na criança, fazem com que os pais e os
professores apliquem castigos, correção e comentários negativos exatamente sobre a criança que precisa de
mais amor e segurança. As muitas defesas que a criança usa diminuem a possibilidade de obter o afeto e
aceitação que deseja, e assim, tanto os pais quanto o filho, entram num círculo vicioso. A maioria das defesas
podem revelar a convicção oculta de uma criança de que ela é má, indigna, incompetente e desagradável.

O autoconceito pode mudar
O conceito que uma criança tem de si mesma não é inalterável, se bem que uma vez estabelecido não é nada
fácil mudá-lo. Por exemplo, o respeito próprio tem como base os sentimentos de ser amado e de servir para
algo. Mas, uma vez que o sentimento de ser amado é mais importante, sentir-se útil não importa muito quando
falta o amor. A criança que se convence de que não é boa acredita apenas as mensagens que confirmam esse
sentimento. Ignora as outras mensagens porque ninguém pode crer que uma criança seja depreciada e ao
mesmo tempo, tem algum valor. Uma garota pode acreditar que seja burra mesmo quando os testes
inteligência demonstrem que a Brilhante. Pode sentir feia mesmo que seja linda. Uma vez que tenha montado
sua imagem mental, continua assim porque mudar o conceito que tem desse mesmo significaria abandonar a
única identidade que conheceu durante anos. É mais seguro viver com o que lhe é familiar.
Os sentimentos de valor pessoal são apreendidos, conquistados experimentados, em vez de dados. Por isso, as
atitudes de uma pessoa em relação a si mesma podem mudar quando tem uma experiência positiva com as
pessoas e a vida. Se os pais proporcionarem uma atmosfera de aceitação, em certo período de tempo ajudaram
os filhos a mudar o conceito negativo sobre si mesmos. No entanto, quanto mais tempo a criança viver com
uma opinião inferior a seu próprio respeito mais profundas serão as raízes do ódio a si mesmo, e mais difícil
será a tarefa de eliminar esses sentimentos.

Estratégias para construir a dignidade pessoal
Se você percebe que seu filho tem dificuldade para se aceitar, ou sequer despertar nele sentimentos mais
positivos de valores dignidade e, essas orientações o ajudaram a obter bons resultados:
1. Identifique uma provável falta de aceitação. Um baixo nível de respeito próprio e seu filho, esse pensa que
você é responsável, mesmo que parcialmente, sua primeira tarefa é admitir. Se continuar negando a
existência do problema e sua responsabilidade em relação a ele, não melhorar seu relacionamento com seu
filho Nem conseguirá melhorar a ideia que ele tem de seu próprio valor e dignidade. A maioria de nós se
incomodem admitir erros, mas este é o primeiro passo para o crescimento.
2. Identifique a causa. Pode ser que você, como pai ou mãe, não perceba que tem sentimento de rejeição em
relação a seu filho. Talvez seja bom fazer uma lista das coisas que você não gosta. Na aparência dele, na
personalidade, nos hábitos ou habilidades. Se você não gosta de algumas coisas que o fazem lembrar
características que você mesmo tenha ou se não possui habilidades que poderiam compensar suas
habilidades, talvez você mesmo nunca tenha se aceitado com uma pessoa digna e valiosa. Se você rejeita
porque não queria ter um filho, porque preferia um filho de sexo diferente, ou porque se incomodem assumir
responsabilidades, as tarefas desagradáveis das obrigações que surgem por causa de um filho, Admita que o
egoísmo e a base real de sua falta de aceitação. Confesse a Deus este erro e passe a mudar a estratégia de
relacionamento com seu filho fazendo as virtudes dele saltarem desse mesmo.

3. Peça perdão a seu filho. Com frequência, pensamos que as crianças são muito novas para captar certas
atitudes que reino no lar, No que diz respeito à tensões e falta de aceitação. Mas elas percebem essas coisas.
Não caímos do nosso “pedestal de paz” quando pedimos perdão aos nossos filhos pelos nossos erros. Pedir
perdão e identifica inclui Três Passos: a. admitir que o cometeu um erro, b. identificar o erro e c. dizer: “você
me perdoa?”.
4. Peça perdão a Deus. Depois de confessar o erro seu filho e peça perdão a Deus juntamente dele em oração
pela atitude que teve. Agradeço ali o fato dele ter dado esse filho. Essa oração pode contribuir para melhorar
as relações. Reconheça que seu filho é um dom especial que você recebeu e que Deus tem um propósito
específico para a vida dele. Depois disso, você terá condições de ajudar seu filho a crescer de forma positiva.
5. Ajude seu filho a desconhecer a desenvolver uma competência. esforce-se para ajudar a desenvolver as
habilidades e os hábitos que se harmonizam com a vontade de Deus para sua vida. Ajude a destruir qualquer
coisa negativa EA adquirir qualidades positivas. A maior parte dos Pais devem dar um passo a mais. Se o seu
filho é diferente da maioria das crianças do seu grupo ou seja se é mais baixo o alto, se é mais magro ou
gordo, se usa óculos o aparelho nos dentes ver se tem orelhas grandes ou algum outro traço característico, se
diferem qualquer coisa importante para o grupo de amigos, Ele precisará de uma “competência”. Ter uma
competência compensará a sua debilidade e o ajudar a avaliar esses pontos fortes. A competência é algo que
a criança pode fazer bem e que servirá de compensação quando os colegas rejeitarem Em algum momento da
vida de seu filho e será rejeitado pelo grupo Por mais que você tem que protegê-lo. Se tem um filho de
estatura baixa para a idade ou senão é bom nos esportes tanto altura contabilidade nos esportes importantes
para os colegas de uma criança encontra uma competência para ele. Pode ser Carpintaria, aeromodelismo,
tocar algum instrumento musical, fotografia ou alguma outra coisa. Expresse verbalmente aceitação do seu
filho todos os dias. Isso não significa que você elogiar seu filho até pelos menores coisas que disseram fizer
nem mesmo que deixará de chamar sua atenção para os erros ou disciplinar conforme os moldes bíblicos
ponto-final significa apenas que sempre falaram de forma positiva sobre ele, especialmente se estiver
presente. Reforça o comportamento positivo de seu filho com comentários em voz alta como: “obrigado por ter
trocado de roupa depois de chegar da escola, sem que eu tivesse que pedir com final Isso me deixa feliz.”
Faça um gesto carinhoso ou dê um abraço nele, E terá demonstrado a citação nos termos que ele pode
compreender com sinal evite os elogios sem sentido, mas todos os dias procure oportunidade de elogiar
sinceramente as coisas que foram bem feitas ou em seu Bom Comportamento. Evite comparado a seus irmãos
e irmãs crianças da vizinhança colegas da escola, parentes ou com você mesmo quando tinha a sua idade.
Gosto de seu filho como ele é. Falha das áreas nas quais eles satisfazem suas expectativas e sonhos. Uma das
maiores necessidades da criança escutar as frases de aceitação que significa em algo para ela como pessoa, e
não apenas pelas coisas que faz.
Quanto mais percebemos e compreendemos os efeitos cerceadores do baixo respeito próprio, tanto mais
iremos compreender que ele causa a maioria dos problemas sociais. É um fator fundamental nas doenças
mentais, alcoolismo, suicídio, droga e crime. Além disso, o crescente número de divórcios e a quebra de
quase todos os tipos de relacionamentos continuam a fazer adeptos. Construir sentimentos positivos de valor
em nós mesmos em nossos filhos é o único caminho para escapar desses dilemas desastrosos.
Você consegue!
Pela graça de Deus, é possível mudar uma imagem psicológica danificada. Deus deu os recursos necessários
para reproduzir em nós a imagem perfeita.

“Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de
glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.”
2 Coríntios 3:18

Uma garotinha tinha dificuldade para conseguir boas notas na escola. Ela decidiu entregar a Deus sua baixa
autoestima. De repente entendeu a mensagem de 2 Coríntios 3. 18. Todos os dias repetia essas palavras
transformadoras: “tudo posso em Cristo que me fortalece”;
“Maior é o que está em mim do que o que está no mundo”; “sou mais que vencedora através daquele que me
amou”. Também se lembrava disso: “um com Deus é maioria. Vou conseguir.”
Qualquer coisa enviada diretamente ao subconsciente é aceita como verdade. Não há lugar para dúvidas. A
campanha de reprogramação mental feita pela garota teve sucesso. Em poucas semanas, ela experimentou
uma mudança completa no sentido positivo. Antes ela pensava que não podia fazer nada certo; agora seus
professores a parabenizaram pelo Bom desempenho. Ela sabia, Com certeza, que Deus já estava ajudando
com o seu poder a levar Avante o propósito que ele tinha para sua vida e a reproduzir nela sua imagem. Essa
jovem, que estava desanimada venceu. Você também pode conseguir.

Faça uma análise
É tempo de fazer uma análise do clima emocional que reina em seu lar. Se você não fizer esse esforço agora
será mais difícil fazê-lo depois. Você criou uma atmosfera de aceitação na qual seu filho pode alimentar
sentimentos positivos e dignidade pessoal? Tem manifestado aceitação de maneira que ele possa
compreender? Seu lar contribui para a edificação ou a destruição da dignidade pessoal? Você tem satisfeitas
as necessidades emocionais de seu filho através de aceitação diária? Você respeita seu filho pelo que ele é ou
ele precisa fazer alguma coisa importante para ter sua aprovação? Ele tem que fazer com que você se sinta
orgulhoso para depois ser aceito? Seu lar ajuda a promover a dignidade o respeito próprio, igualmente, de
cada membro da família? Nos próximos anos, como seu filho considerará a herança de respeito próprio
dignidade que você está ajudando a formar nele? Antes de permitir que Jesus Cristo fosse à cruz o pai Celeste
disse a ele que ele era seu filho amado. Esse é nosso exemplo: ter uma vida de reciprocidade e amor mútuo
para que o lar seja um local agradável e de pleno amor Cristão. O amor é a maior bênção que um lar pode
destinar aos entes que o compõem, é o firme fundamento da Felicidade eterna. Que o celular seja repleto do
amor de Deus.

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